sábado, dezembro 27, 2008

O Natal sem Jesus e de quem desistiu de Deus

“Encontrareis o Menino”. Mas será fácil encontrar este menino? Ou melhor, estarão as pessoas interessadas em encontrá-lo, terão curiosidade em conhecê-lo?
No meio de tanta agitação e do aproveitamento comercial que se faz do natal, ainda haverá espaço e tempo, desejo e interesse, disponibilidade interior para procurar, encontrar e acolher o Menino?
Não será que o Natal interessa apenas pelo negócio que se faz, pelas prendas que se dão ou recebem, pelo encontro familiar (este cada vez mais relativizado e esvaído do seu genuíno significado), pelas diversões que se proporcionam e pelas ilusões que se criam?
Quem é que ainda considera Jesus como a razão de ser e a grande prenda do Natal?
Quantas coisas e tantas solicitações, apresentadas e sugeridas a pretexto do Natal, que anestesiam a dimen-são espiritual do homem e o desviam do verdadeiro espírito do Natal!
Quantas coisas, a pretexto do Natal, fazem esquecer Jesus!

Quem consegue abstrair-se de tudo isso, ainda que seja por breves momentos, para contemplar o Menino e, assim, captar a luz da sua vida, da sua verdade e do seu amor?

O Natal sem Jesus e de quem desistiu de Deus,
o Natal das prendas e da sociedade de consumo,
o Natal de quem perdeu a capacidade de sonhar e deixou de acreditar no futuro, cria uma felicidade efémera e ilusória
.
É uma felicidade construída sobre a areia, sem consistência. Uma felicidade que tem como motivação o comodismo e como horizontes a mediocridade!
Uma felicidade que, por isso mesmo, não satisfaz as reais aspirações do homem.
Pior ainda, uma felicidade que, com facilidade e frequentemente, degenera em pessimismo ou mesmo em autodestruição da pessoa humana.

“Encontrareis um Menino”.
Nós ainda conseguimos arranjar tempo, pelo menos neste dia, para encontrar o Menino, ou melhor, para nos encontrarmos com Ele. Nós sabemos que Ele já não se encontra na gruta de Belém, mas sabemos e acreditamos que continua vivo e actuante na sua Igreja.
Esta nossa celebração de Natal é encontro com Jesus, com o mesmo Jesus que nasceu na gruta de Belém. Só na medida em que é encontro com Ele, ela é celebração do Natal de Jesus. Na verdade, Jesus: está presente no meio de nós uma vez que estamos reunidos em seu nome; fala-nos através do Evangelho, que continua a ser, para aqueles que o escutam, Palavra de salvação; oferece-se a nós no Pão da Eucaristia, que continua a ser, para aqueles que o recebem, Pão de vida eterna.

O encontro com Jesus, neste dia mas sobretudo ao longo do ano, server para: captarmos a riqueza da sua vida e o alcance da sua missão; podermos experimentar a alegria do seu nascimento, o dinamismo do seu amor, o sentido da sua verdade; saborearmos como é bom estar com Ele e tê-lo em nós, não pode limitar-se ao encontro do dia de Natal. É indispensável que aconteça todos os dias.
Assim, acolhendo Jesus, deixando-o nascer e viver em nós, ajudaremos outros a encontrá-lo e a maravilharem-se com Ele. E quantos mais formos os que acreditamos em Jesus e O seguimos mais o nosso será um mundo de verdade e de amor, de justiça e de paz, um mundo de homens e mulheres felizes.

“Encontrareis um Menino … deitado numa manjedoura”.
Jesus, no mistério do seu nascimento, manifesta-se, não no esplendor da sua divindade (como pareceria mais lógico aos homens) mas na humildade da natureza humana, porque assim pareceu mais lógico a Deus! Na verdade, Jesus seguiu este caminho, porque veio não tanto para mostrar que Deus tem muito poder, mas, antes, para mostrar que Deus ama muito os homens!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Querem roubar-Te o Natal, Senhor

Querem roubar-Te o Natal, Senhor.
Querem ficar com a festa,
mas não querem convidar o festejado.

Querem a árvore de Natal, mas esquecem a sua origem;
querem dar e receber presentes,
mas esquecem os que os Magos Te levaram a Belém;
querem cantos de Natal,
mas esquecem os que os Anjos Te cantaram naquela noite abençoada.
Até a São Nicolau o disfarçaram de "pai Natal".

Querem as luzes e o feriado, o peru e as rabanadas;
Querem a Ceia de Natal
mas já não vão à Missa do Galo,
nem Te adoram feito Menino nas palhinhas do Presépio.

Quando se lembram estas coisas e o facto que lhes deu origem
diz-se que "o Natal é todos os dias",
mas não se dispensa esta quadra de consumo e folguedos.

No meio de toda esta confusão deseja-se a paz e a fraternidade,
mas esquecem que só Tu lhes podes dar.

E a culpa de tudo isto ser assim… é também minha
que alinho nesta maneira pouco cristã de celebrar o teu nascimento.

Se desta vez eu der mais a quem tem menos
e comprar menos para quem já tem quase tudo…
se em vez de me cansar a correr de loja em loja
guardar esse tempo para parar diante de Ti…

Se neste Natal fores mesmo Tu a razão da minha festa…
as luzes e os cantos, o peru e as rabanadas, os presentes e a até o Pai Natal
me falarão de Ti e desse gesto infinito do Teu Amor
de teres viindo ao meu encontro nessa noite santa do teu Natal.


Rui Corrêa d'Oliveira

No Natal eduque para a sobriedade

Todos têm direito igual ao Natal.
Todos têm a mesma necessidade do Natal.
Do seu mistério original e dos seus valores culturais permanentes.
Todos precisamos do Natal.
Celebração - Dia 25 de Dezembro - 14.30 h

domingo, dezembro 14, 2008

Maria une Oriente e Ocidente

Maria é um “tesouro”, um “dom” que permite conhecer ao próprio Cristo, é a “mãe de todos os homens” que possibilita unir o Oriente com o Ocidente.

“É uma pessoa que pode nos ajudar a descobrir o próprio Senhor, porque é a pessoa que melhor conheceu Cristo”. “Se como é um dom para todos, nós todos os discípulos de Cristo podemos nos unir verdadeiramente e se converte num ecumenismo vivido”.

Ajudai-nos a crer no bem


Bento XVI faz a tradicional homenagem floreal à estátua da Virgem Maria na Praça Espanha e reza a fim de que os cristãos sejam a alma do mundo
Segunda-feira, na Praça Espanha em Roma, Bento XVI realizou o tradicional ato de veneração à Imaculada, prestando uma homenagem floreal aos pés da estátua da Bem-aventurada Virgem Maria na central praça, na solenidade da Imaculada Conceição. “Dirigindo o olhar a Maria – disse o Papa – reconhecemos N’Ela o “sorriso de Deus”, o reflexo imaculado da luz divina, reencontramos N’Ela nova esperança mesmo estando no meio aos problemas e dramas do mundo.

"Sim, oh Maria, ajudai-nos a crer com confiança no bem, a apostar na gratuidade, no serviço, na não violência, na força da verdade; encorajai-nos a permanecer acordados, a não ceder à tentação de fáceis evasões, a enfrentar a realidade, com os seus problemas, com coragem e responsabilidade”.

Bento XVI confiou em seguida à Imaculada sobretudo os “pequenos” de Roma, as crianças, especialmente aquelas gravemente enfermas, os jovens em dificuldade, os anciãos que vivem sozinhos, os doentes, os imigrantes “que encontram dificuldade em ambientarem-se”, e as famílias que tem dificuldades em passar o mês. A Maria, o Papa pediu enfim que faça com que todos os cristãos sejam “sentinelas da manhã”, alma do mundo neste não fácil período. A vossa Beleza, concluiu, “nos assegura que é possível a vitória do amor”.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O Hugo e o Celso foram ordenados diáconos


Foram ordenados Diáconos, no passado dia 8 de Dezembro, na Sé Catedral da Guarda, o Celso Marques, natural de Barco, concelho da Covilhã, que está em estágio pastoral, no arciprestado de Celorico da Beira e o Hugo Martins, natural de Celorico da Beira, que está a fazer o estágio pastoral em Loriga, concelho de Seia.


"Confio à oração de todos os fiéis da nossa Diocese estes dois candidatos aos graus do Sacramento da Ordem. Pedimos que eles venham a ser Sacerdotes segundo o Coração de Cristo. Pedimos, também, por todos aqueles que já somos sacerdotes, a exercer o Ministério nas diferentes comunidades e serviços da nossa Diocese, para que aproveitemos a oportunidade deste grande acontecimento da Diocesano e da Igreja como tal para renovarmos a nossa total entrega à causa de Cristo, Sumo e Único Sacerdote; rezamos ainda para que o Senhor desperte muitas e santas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias nas nossas comunidades. Tenhamos presentes também, na nossa oração, os Seminários Maior e Menor e ainda o Pré-Seminário para que sejam os instrumentos que Deus quer, na hora presente, para despertar, acompanhar e preparar bem para o exercício do Ministério Ordenado aqueles que Deus chama”. D. Manuel da Rocha Felício

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Festa da Padroeira



Os cristãos – católicos e protestantes – reconhecem que a santidade começa com a graça, o dom, de Deus; sabem que são felizes aqueles que, acolhendo o dom de Deus com generosidade, dão frutos de vida.
Dito isto, o protestantismo acha que todo o tempo é pouco para falar de Jesus Cristo, e os santos podem ser deixados na sombra. A Igreja Católica entendeu desde o princípio que honrar os santos e honrar o próprio Deus.
Gosta, sobretudo, de honrar Maria, que o anjo da Anunciação saudou como a “cheia da graça”; aquela que deu a luz o Filho de Deus e o acompanhou até à tarde da cruz; e que, nessa tarde, Jesus designou como Mãe de todos os homens.
Da vida de Maria, nós sabemos muito pouco: os Evangelhos Canónicos falam da Anunciação e da Visitação, da perplexidade e do esclarecimento de S. José, do Natal e da Apresentação do Menino, da sua “fuga “ para o Templo quando tinha 12 anos, das bodas de Caná, de umas palavras trocadas entre Jesus e a multidão, da sua presença junto a cruz. Desde muito cedo, a devoção popular imaginou que Maria tinha sido confiada a guarda do Templo desde a morte de seus pais e aí permanecera até ao casamento com S. José. Mais tarde, a Ladainha de Nossa Senhora exprimiu de maneira sóbria e lapidar o que a Tradição cristã conserva de importante a seu respeito.
Neste mundo, em que cresce dia a dia a ideia de que cada um é é dono e senhor de fazer tudo aquilo que lhe apetece, tem sentido recordar que Maria é a Imaculada, fiel a Deus desde o princípio até ao fim.
Tem sentido pedirmos que Ela alcance para cada um de nós o dom de Deus. Crescermos na fé e na oração. Sermos libertos dos nossos pecados. Entendermos as angústias de quem sofre e ajudarmos quanto esteja na mossa mão.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Horarios


Festa da Imaculada Conceição e da Catequese - 8 Dezembro 12.30h

segunda-feira, novembro 17, 2008

Bodas de Ouro

No passado Sabado, o casal António e Teresa Carrolo, festejaram as suas BODAS DE OURO. Os 4 filhos quiseram homenagear os pais com a festa que eles não puderam ter à 50 anos.
O primeiro momento foi a Eucaristia onde todos agradeceram a Deus os dons recebidos. Logo a seguir, todos os familiares e amigos reuniram no Salão da Junta de Freguesia do Baraçal para um lauto almoço.

Ao jovem casal, as maiores felicidades e ficamos à espera das BODAS DE DIAMANTE.

terça-feira, novembro 11, 2008

Hoje é Dia de S. Martinho de Tours!!!

No dia 11 de Novembro de 2008, celebramos o dia São Martinho de Tours!!! Além da tradição popular das castanhas e jeropiga, que se celebra por todo o País, celebramos principalmente um grande Santo considerado um grande Evangelizador de França!!!

São Martinho de Tours era filho de um Tribuno e soldado do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (atual Hungria), em 316, sob uma educação da religião dos seus antepassados, deuses mitológicos venerados no Império Romano, aos 10 anos de idade, entrou para o grupo dos catecúmenos (aqueles que estão se preparando para receber o batismo).

Aos 15 anos de idade, e contra a própria vontade, teve de ingressar no exército romano e dirigir-se para a Gália (região na atual França). Aos 18 anos abandonou o exército pois o cristianismo não comportava mais suas funções militares. Foi batizado por Hilário, bispo da cidade de Poitiers.

São Martinho de Tours
"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade" dizia Martinho, Bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.
Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exercito romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas, enfim em todo os países do mundo.
Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316 e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a freqüentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porem sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afasta-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho, continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, hoje França.
Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião.
Com vinte e dois anos já estava batizado, provavelmente pelo Bispo de Amiens, afastado da vida da corte e do exercito. Tornou-se monge e discípulo do famoso Bispo de Pointiers, Santo Hilário que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Pointiers. Alí ele fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação, que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.
No ocidente, ao contrário do oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou então a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges ele visitava as aldeias pagãs, pregava o evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência fundava um mosteiro com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nesta época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava.
Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371 o povo o aclamou por unanimidade para ser o Bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica, visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, mas se expandiu por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo.
Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos e, aos oitenta e um, estava na cidade de Candes, quando morreu no dia 08 de novembro de 397. A sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours.

Venerado como Santo Martinho de Tours ele se tornou o primeiro Santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e se tornou um dos Santos mais populares da Europa medieval.
São Martinho tornou-se Bispo da cidade francesa de Tours em 371 por aclamação popular, pois pessoalmente preferiria ter recusado o cargo.

Discorrendo sobre ele, disse o Papa Bento XVI: O gesto caritativo de São Martim se insere na lógica que levou a Jesus a multiplicar os pães para as multidões famintas, mas sobretudo a dar-se a si mesmo como alimento para a humandade na Eucaristia. (...) Com esta lógica de compartilhar se expressa de modo autêntico o amor ao próximo. (Alocução do Ângelus, de 11 de novembro de 2007).