terça-feira, setembro 30, 2008

"Os publicanos e as mulheres de má vida irão antes para o Reino de Deus".

Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo devem ter ficado escandalizados e irritados quando escutaram estas palavras de Jesus.
Eles consideravam “os publicanos e as mulheres de má vida” como pecadores públicos e excluídos da promessa da salvação de Deus.
Ora, Jesus, contradizendo aquelas convicções religiosas, mostra que vem para salvar todos os homens. Mais, Ele faz questão de sublinhar que a sua missão passa por ir ao encontro daqueles que se encontram mais longe de Deus e mais des-prezados pelos homens. Ele vem para procurar a ovelha per-dida e faz ver que os que estão doentes é que precisam do mé-dico. Deste modo, justifica a prioridade que dá aos pecadores.
Depois, Jesus verifica – e faz questão de o sublinhar – que muitos daqueles pecadores são mais receptivos à sua pessoa do que os chefes do povo, os fariseus e os escribas.
  • Enquanto estes não reconhecem Jesus nem aceitam o reino de Deus que Ele anuncia, aqueles (os pecadores) deixam-se tocar e transformar radicalmente pela palavra e pelo amor de Deus que Jesus proclama e testemunha.
  • Por conseguinte, tendo-se convertido a Deus e renun-ciado à sua vida de pecado, eles chegam primeiro ao reino de Deus.

Jesus confirma o que Deus já ensinara através do profeta Ezequiel: o pecador, por mais grave e continuado que seja o seu pecado, não está necessária e definitivamente condenado. Desde que queira, isto é, desde que esteja disposto a mudar de vida, o homem pecador pode sempre beneficiar do amor misericordioso de Deus.

“Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus”. Estes pecadores correspondem ao filho da parábola que disse não ao pai, mas depois foi trabalhar para a sua vinha.
Durante mais ou menos tempo, eles disseram não a Deus: não à sua verdade, ao seu amor, às suas normas morais, à sua proposta de vida. Porém, depois de se encontrarem com Jesus e acreditarem nele, passam a dizer sim a Deus. Este sim a Deus, que é o sim da fé, concretiza-se, antes de mais, na adesão pessoal ao próprio Deus. Depois, na aceitação dos seus desígnios, no fazer a sua vontade, no trabalhar no seu reino.
O sim (a conversão) que salva o homem, não é um sim superficial e momentâneo, mas um sim que compromete o homem no seu todo e para o resto da sua vida; não é um sim que sai apenas da boca, mas um sim que se diz com o coração e com a vida.
Deus não se deixa iludir com palavras.
Ele sabe como são enganadoras as palavras dos homens. Deus só se impressiona com a coerência de vida. Por isso mesmo, Jesus diz-nos: “nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus”.

Para entrar no reino dos Céus, não basta pronunciar ou invocar muitas vezes o nome de Deus, dizer ou fazer muitas orações, participar frequentemente na Eucaristia dominical, cumprir religiosamente as leis da Igreja. Tudo isso é importante, mas não é quanto baste.
É absolutamente necessário:

  • acolher Deus na nossa vida e converter continuamente a Ele a nossa mente, o nosso oração e a nossas vontade;
  • deixar que seja Deus, com a sua verdade e o seu amor, a orientar e a dinamizar a nossa vida e o nosso agir no seio da sociedade;
  • trabalhar, com empenho e perseverança, pondo a render os dons recebidos de Deus, na construção de um mundo melhor.

  • Tu, que hoje estás aqui, és dos que dizes sim a Deus apenas com a boca ou o teu coração está em sintonia com as tuas palavras? Estás disposto a submeteres-te ao detector de mentiras?!
  • Tu, que és pecador, queres realmente aproveitar, no hoje da tua vida, a graça de Deus, do Deus que ter quer perdoar e salvar? Ou és daqueles que preferem, por desleixo e comodis-mo, deixar tudo para a última hora?
  • Tu, que te dizes cristão, que trabalho realizas na vinha do Senhor? Tens consciência do teu lugar e missão na Igreja? O que fazes pelo crescimento do reino de Deus? Sentes que és uma mais valia para a tua comunidade cristã ou limitas-te a ser um baptizado que só serve para as estatísticas?

Retém, se possível, algumas destas perguntas e deixa-te interpelar por elas.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Porque era urgente a limpeza do telhado da Igreja...

Nesta semana, se o tempo permitir, iremos proceder à limpeza do telhado e à lavagem exterior das paredes e dos muros da Igreja Paroquial.
A Comissão da Igreja decidiu que esta obra não poderia esperar mais...
O inverno aproxima-se e a limpeza exterior é urgente.
Depois de tanto esforço, para recuperarmos os altares e o tecto da Capela Mor, era absolutamente necessário proceder à limpeza dos mugos e do lixo que o tempo acumulou. Não podemos permitir que as àguas da chuva danifiquem as talhas e pinturas que foram recuperadas com tanto esforço.

domingo, setembro 14, 2008

Redescobrir a Cruz gloriosa

Actualmente a cruz já não se apresenta aos fiéis em seu aspecto de sofrimento, de dura necessidade da vida ou inclusive como um caminho para seguir a Cristo, mas em seu aspecto glorioso, como motivo de honra, não de pranto.

Antes de tudo, digamos algo sobre a origem desta festa. Ela recorda dois acontecimentos distantes no tempo. O primeiro é a inauguração, por parte do imperador Constantino, de duas basílicas, uma no Gólgota, outra no sepulcro de Cristo, no ano 325. O outro acontecimento, no século VII, é a vitória cristã contra os persas, que levou à recuperação das relíquias da cruz e sua devolução triunfal a Jerusalém. Contudo, com o passar do tempo, a festa adquiriu um significado autônomo. Converteu-se em uma celebração gloriosa do mistério da cruz, que, sendo instrumento de ignomínia e de suplício, Cristo transformou em instrumento de salvação.

As leituras reflectem esta perspectiva. A segunda leitura volta a propor o célebre hino da Carta aos Filipenses, onde se contempla a cruz como o motivo da maior «exaltação» de Cristo: «aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor». Também o Evangelho fala da cruz como do momento no qual «o Filho do homem foi levantado para que todo o que creia tenha por Ele vida eterna».

Houve, na história, dois modos fundamentais de representar a cruz e o crucifixo. Os chamamos, por comodidade, de o modo antigo e o moderno. O modo antigo, que se pode admirar nos mosaicos das antigas basílicas e nos crucifixos da arte romântica, é glorioso, festivo, cheio de majestade. A cruz, frequentemente sozinha, sem crucifixo, aparece projectada num céu estrelado, e sob ela a inscrição: «Salvação do mundo, salus mundi», como em um célebre mosaico de Ravena.

Nos crucifixos de madeira da arte românica, este tipo de representação se expressa no Cristo que reina com vestes reais e sacerdotais a partir da cruz, com os olhos abertos, o olhar para a frente, sem sombra de sofrimento, mas radiante de majestade e vitória, já não coroado de espinhos, mas de pedras preciosas. É a tradução do versículo do salmo: «Deus reinou do madeiro» (regnavit a ligno Deus). Jesus falava de sua cruz nestes mesmos termos: como o momento de sua «exaltação»: «E quando eu for levantado da terra, atrairei todos para mim» (Jo 12, 32).



A forma moderna começa com a arte gótica e se acentua cada vez mais, até converter-se no modo ordinário de representar o crucifixo. Um exemplo é a crucifixão de Matthias Grunewald no altar de Isenheim. As mãos de os pés se retorcem como arbustos ao redor dos cravos, a cabeça agoniza sob um feixe de espinhos, o corpo coberto de chagas. Igualmente, os crucifixos de Velázquez e de Dali e de muitos outros pertencem a este tipo.

Os dois modos evidenciam um aspecto verdadeiro do mistério. A forma moderna-dramática, realista, pungente – representa a cruz vista, por assim dizer, por diante, «de cara», em sua crua realidade, no momento em que se morre nela. A cruz como símbolo do mal, do sofrimento do mundo e da tremenda realidade da morte. A cruz se representa aqui «em suas causas», isto é, naquilo que, habitualmente, a ocasiona: o ódio, a maldade, a injustiça, o pecado.

O mundo antigo evidenciava não as causas, mas os efeitos da cruz; não aquilo que produz a cruz, mas o que é produzido pela cruz: reconciliação, paz, glória, segurança, vida eterna. A cruz que Paulo define como «glória» ou «honra» do crente. A festividade de 14 de setembro chama-se «exaltação» da cruz porque celebra precisamente este aspecto «exaltante» da cruz.

Deve-se unir à forma moderna de considerar a cruz, a antiga: redescobrir a cruz gloriosa. Se no momento em que se experimentava a provação, podia ser útil pensar em Jesus cravado na cruz entre dores e espasmos, porque isto fazia que o sentíssemos próximo a nossa dor, agora há que pensar na cruz de outro modo. Explico com um exemplo. Perdemos recentemente uma pessoa querida, talvez depois de meses de grande sofrimento. Pois bem: não há que continuar pensando nela como estava em seu leito, em tal circunstância, em tal outra, a que ponto se havia reduzido no final, o que fazia, o que dizia, talvez torturando a mente e o coração, alimentando inúteis sentimentos de culpa. Tudo isto terminou, já não existe, é irreal; atuando assim não fazemos mais que prolongar o sofrimento e conservá-la artificialmente com vida.

Há mães (não digo para julgá-las, mas para ajudá-las) que depois de terem acompanhado durante anos um filho em seu calvário, quando o Senhor o chama para Si, rechaçam viver de outra forma. Em casa, tudo deve permanecer como estava no momento da morte do filho; tudo deve falar dele; visitas contínuas ao cemitério. Se há outras crianças na família, devem adaptar-se a viver também neste clima permeado de morte, com grave dano psicológico. Estas pessoas são as que mais necessitam descobrir o sentido da festa de 14 de setembro: a exaltação da cruz. Já não és tu que leva a cruz, mas a cruz que te leva; a cruz que não te arrebata, mas que te ergue.

Há que pensar na pessoa querida como é agora que "tudo terminou". Assim faziam com Jesus os artistas antigos. Contemplavam-no como é agora, como está: ressuscitado, glorioso, feliz, sereno, sentado no trono de Deus, com o Pai que "enxugou toda lágrima de seus olhos" e lhe deu "todo poder nos céus e na terra". Já não entre os espasmos da agonia e da morte. Não digo que se possa sempre dominar o próprio coração e impedir que sangue com a recordação do sucedido, mas há que procurar que impere a consideração de fé. Senão, para que serve a fé?

Traduzido por Zenit

terça-feira, agosto 26, 2008

Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso

Havia um coronel brigadeiro, João Rodrigues Magalhães que durante a guerra peninsular, numa campanha contra os franceses, num lugar dos Pirinéus, debaixo de um arbusto, achou metade duma imagem de Nossa Senhora, que transportou consigo.
Eis que de repente se vê envolvido numa batalha, tendo sido gravemente ferido. Prometeu a Nossa Senhora, que apelidou Senhora do Bom Sucesso, construir uma capela com o mesmo nome no lugar da freguesia do Baraçal, sua terra natal, num lugar donde se avistassem vilas acasteladas, se esta o salvasse.
Escapando à morte, João Rodrigues Magalhães, mandou edificar a capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, num lugar donde se avistavam em dia limpo, os castelos de Celorico, Linhares, Trancoso e Guarda.
Faziam em tempos festa em honra de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em que a Senhora era transportada pelas ruas do Baraçal, dizendo que a Senhora estava viva da cintura para cima e que por este facto via e ouvia tudo!
Esta capela foi reedificada em 1928 e é hoje uma capela particular, mas a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso não se encontra na dita capela, desconhecendo-se o seu paradeiro .
Fonte: aqui

quinta-feira, agosto 21, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

Deus prefere os Humildes

“À vossa direita, Senhor, a rainha do Céu”
“Quem espera sempre alcança”,
senão espera sentado e de braços cruzados, à espera que o prémio lhe caia do Céu; alcança, na medida em que caminha sempre, escutando a voz de Deus, olhando em frente, sonhando o futuro, enfrentando os desafios, vencendo as dificuldades e os obstáculos, pondo a render os talentos.

Maria é a rainha do Céu que se encontra sentada á direita de Deus. Hoje, celebramos o mistério da sua assunção ao Céu. Maria, no final da sua vida e missão terrenas, alcança a plenitude da vida e do amor de Deus. Ela é coroada como Rainha do Céu e da terra. Maria chega á meta de Deus porque, apesar das inúmeras dificuldades com que se deparou, nunca duvidou de deus nem desistiu do cumprimento da sua missão que Ele lhe confiou.
E a vida de Maria (e a sua missão) não foi tarefa fácil, quando:
• deu à luz na gruta de Belém (não duvidou de Deus nem desistiu da sua missão);
• teve de fugir para uma terra estrangeira, porque Herodes queria dar a morte a Jesus;
• o próprio Jesus ficou no Templo de Jerusalém sem a ter informado ou pedido autorização;
• tomava conhecimento da oposição das pessoas a Jesus (ex: quiseram deitar de um precipício abaixo na sua própria terra ou quando lhe foram dizer que o seu filho estava fora de si);
• teve de ser testemunha da paixão e morte de Jesus.
Em nenhuma destas dolorosas circunstâncias, Maria duvidou de Deus e da seriedade dos seus desígnios, mas caminhou sempre em frente, animada pela certeza de que Deus não defrauda, embora ponha á prova, aqueles a quem chama e confia uma missão.
Porque não duvidou nem desistiu, Maria goza, no Céu, da glória de deus, enquanto na terra todas as gerações a proclamam ditosa, bem-aventurada!!!

Aquela que é glorificada no Céu, é a mesma mulher que aceitou ser a humilde serva do Senhor: “Eis a Serva do senhor” e a humilde serva da humanidade – coloca-se ao serviço de Isabel.
Deus prefere os humildes: “pôs os olhos na humildade da sua serva”. É nos humildes e através dos humildes que deus faz maravilhas: “o todo poderoso fez em mim maravilhas”.
Para os humildes, Deus tem uma recompensa especial: “exalta os humildes”, enquanto dispersa os soberbos, derruba os poderosos e despede os ricos de mãos vazias. Não são os soberbos, os poderosos e os ricos, mas os humildes que serão recordados de geração em geração.
É a humildade que dá consistência à vida do homem.
A humildade assenta na Palavra (que se faz vida na vida do humilde), na Verdade (qual caminho que o humilde segue com fidelidade e perseverança), e no Amor (a vida que se partilha com os outros, sem esperar nada em troca).


Hoje, são muitos os que desconhecem e desprezam o valor da HUMILDADE (da Palavra, da Verdade e do Amor). Muitos querem ser importantes a qualquer custo. Muitos que nada valem, julgam-se importantes e levam as pessoas a pensar que efectivamente são importantes.
Hoje, não faltam aqueles que querem ser importantes, dar nas vistas, fazendo caridade com o que não é deles, tentando usurpar aquilo que não lhes pertence. Deus nos livre de tais benfeitores desonestos!
Muitos procuram ganhar protagonismo, denegrindo aqueles que são honestos e coerentes, e levando as pessoas a pensar mal daqueles que gastam generosamente a sua vida e se entregam desinteressadamente à sua missão.
Esses esquecem que a sua fama e o seu poder tem a consistência do fumo. Eles são como a flor do campo que mal desabrocha é cortada e seca: “vi um ímpio encher-se de soberba, expandir-se como uma árvore frondosa. Tornei a passar e já não existia; procurei e não consegui encontrá-lo” (Sl 37, 35-36).
Pareciam pujantes, divertiam-se a fazer o mal, julvam-se no direito de ser injustos, pensavam que eram invencíveis como os cedros do Líbano. No entanto, caíram por terra e já ninguém olha para eles.
Esta é uma lição da assunção de Nossa Senhora.
Quem é fiel ao Senhor, na escuta e no cumprimento da sua Palavra sabe que será largamente recompensado por Ele, nunca será esquecido, pois tem um lugar garantido no coração de Deus!

Como Elias que, graças à ajuda de Deus, não desistiu (como gostariam os seus adversários), como ele teve a coragem de caminhar em frente até chegar ao monte Horeb, vencendo as ameaças e os perigos;
  • Como Maria, que nunca deixou de olhar em frente e de caminhar na presença do Senhor, assim também nós, que recebemos de Deus a missão de proclamar a sua Palavra, não vamos desistir, pois o Senhor está connosco para nos ajudar.

Confiamos, não nas nossas forças nem nas nossas capacidades, mas confiamos em Deus e nos dons e graças que Ele nos concede. Nós temos a certeza de que a Verdade acabará por vencer (a verdade nem sempre vem ao de cima), que “quem espera sempre alcança”, que quem é humilde será largamente recompensado.
Deus é generoso para com todos aqueles que lhe são fiéis!!!
Que Maria, a Rainha do Céu, esteja sempre ao nosso lado como modelo e estímulo, como protectora e nossa guia!

Padre Gilberto nomeado pároco de 5 paróquias

Com data de 1 de Agosto, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda publicou as nomeações diocesanas para o Ano Pastoral de 2008-2009.

"Como nos diz a nossa fé, o Bispo é enviado por Cristo, único Pastor da sua Igreja e em nome d'Ele, para cuidar de uma porção de todo o Povo de Deus chamada Diocese. Por isso, ele tem a obrigação de governar, com solicitude pastoral, a diocese que lhe foi confiada, atendendo não só ás necessidades concretas e ás preferências de cada Paróquia ou outra comunidade de Fé, mas principalmente ao bem comum de toda a Igreja Diocesana e mesmo da Igreja Universal".

Decreto (...)

Rev.do pe. Gilberto Joaquim Roque Antunes: pároco das Paróquias de Alverca da Beira, Bouça Cova, Ervas Tenras, Pála e Póvoa d'El Rei.(...)

Guarda, 1 de Agosto de 2008

+ D. Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda.

Assim, parece que é preciso fazer as malas!!! Coragem... Foi bom. É com emoção... que te vemos partir... Depois de dois memoráveis anos, o Pe. Gilberto deixa a Comunidade Sacerdotal de Celorico da Beira para ir viver para Trancoso.
Não te esqueças que Deus está ao teu lado e nós também...
Não te esqueças que desígnios de Deus são insondáveis...
Não te esqueças que a amizade é capaz de ultrapassar montanhas e colinas...

Que Deus te ajude nas novas tarefas que vais assumir.

BOA SORTE!!!

domingo, agosto 03, 2008

Para quem perdeu o Festival Jota...


Conhecem a alguém. A Susana e a Teresa Ferreira, duas jovens de Celorico da Beira Cadoiço - Mesquitela).

Conheça outro tipo de música. A música cristã, a música positiva, a musica que transmite valores...

quarta-feira, julho 30, 2008

Festas sem sentido religioso

D. Jorge Ortiga criticou o facto de, ao nível da Igreja, em geral, e, particularmente, ao nível da Arquidiocese de Braga, se organizarem muitas festas sem sentido do religioso.

A preocupação do Arcebispo Primaz está na forma e no conteúdo de «muitas festas» realizadas nesta altura do ano, onde o intuito primordial não é «o encontro com o Senhor» nem a celebração da fé, mas o carácter profano e comercial, gastando-se na sua organização «rios de dinheiro».

Fonte: Ecclesia

terça-feira, julho 29, 2008

"Nada mais peço ou sonho a não ser que Deus semeie no meu coração as aspirações do Espírito Santo" - Pe. Gilberto

"Não há Deus, além de Vós..." refere o autor do Livro da Sabedoria com uma certeza clara, convicta e evidente acerca da existência do Deus único e verdadeiro. Contudo, o que também parece seduzir o autor sagrado é a forma como Deus cuida do Homem e de todas as coisas que constituem o mundo.

Acha maravilhosa e admirável o modo como Ele trata, lida e se relaciona connosco. De facto, quando Deus criou o mundo preocupou-se ao "milímetro" para que na organização do universo nada falhe e dê tudo certo. Ele (Deus) é o PAI atento que tem um amor imenso e inesgotável (como um poço sem fundo) que exprime, segundo a 1ª leitura, pelo princípio da Justiça, da indulgência, da bondade, da esperança feliz, do perdão e não usa a sua força para se vingar ou oprimir o Homem.
No entanto, este carinho e ternura de Deus não é um amor somente cheio de boas intenções ou por obrigação: Deus ama porque quer e de livre vontade - é um amor que lhe sai do coração. Deus não ama para dar "nas vistas", nem tem necessidade de apregoar nas praças públicas o bem que faz ao Homem. O seu amor traduz-se em gestos concretos e proveitos para connosco, e o maior de todos foi entregar o Seu próprio Filho para nos salvar.






Todo o Homem, à semelhança de Deus, é chamado a ter essa relação de amor, cuidado, indulgência e preocupação pelo seu próximo. Mas, vemos como o Homem ama de uma forma diferente de Deus: umas vezes por interesse, conveniência e circunstâncias; outras vezes, é um amor por obrigação, ou rancoroso porque perdoamos mas ficamos sempre com ressentimentos.
Este modo de amar não é o de Jesus: é um amor que se pode caracterizar como passageiro e que presta culto ao egoísmo. Jesus não sabe amar assim porque ama sem limites, sem condições e dá a Sua vida por nós até à última gota de sangue. Amemos sem fazermos como os fariseus que faziam o bem para serem louvados pelas pessoas!








É amando com os sentimentos de Cristo que o Arciprestado de Celorico da Beira tem expressado o seu amor pelos sacerdotes que aqui se têm formado. Não é necessário enumerar acções concretas para comprovar o vosso amor ao sacerdócio, pois no meu caso pessoal senti na 1ª pessoa ao longo destes dois anos o vosso imenso carinho, ternura, afeição e acolhimento. Manifestastes um Amor sem fingimento, porque brotou do íntimo do vosso coração. Esse é o amor mais proveitoso porque é fruto do crescimento, da aprendizagem e da caminhada que fiz convosco e que me abriu horizontes para a vida. Hoje faço aqui uma prece de louvor ao Senhor por poder caminhar convosco desde o dia 21 de Setembro de 2006 e presto-vos a minha sincera homenagem e gratidão!

No Evangelho, Jesus confronta-nos com mais uma das suas sábias parábolas: o trigo e o joio. Determinado homem semeia semente boa no seu campo, no entanto de noite e por traição um inimigo semeia joio no meio do trigo.
O joio é uma erva daninha e bravia que nada interessa nas culturas. É, por isso, sinónimo da falta de amor a Deus e aos irmãos e da consequente presença do mal no mundo. A prova da existência do mal e do maligno é personificada nos ódios, guerras, invejas, egoísmo, soberba... Infelizmente podemos dizer que também existe joio dentro da Igreja quando esta não é fiel a Jesus Cristo e se deixa levar por jogos, interesses e uma fé rudimentar que nada tem a ver com o Evangelho.
A missão de todo o cristão, sobretudo do sacerdote, é arrancar o joio que sufoca a humanidade. No entanto, esta missão contra o mal não se pode fazer de qualquer forma: tem de ter ponderação, não pode resultar de uma acção irreflectida - "deixai-os crescer ambos até à ceifa".
Mais importante que condenar e humilhar as pessoas é procurá-las e consciencializá-las de que todos nós somos pecadores. Depois é fazer como Jesus: exortá-las ao arrependimento e pelo Sacramento da Reconciliação fazê-las sentir o perdão generoso de Deus e como é bom estar em comunhão com Ele.

Termino esta reflexão com questões que se colocam no início de uma nova missão: que pedir para a minha vida sacerdotal? Que projectos futuros? Nada mais peço ou sonho a não ser que Deus semeie no meu coração as "aspirações do Espírito Santo".
Só Ele me poderá ajudar a levantar das minhas fraquezas, a dar força para concretizar a missão pois o Espírito é o guia e a alma da Igreja.
Com o Espírito Santo sei que posso ser um fiel administrador das suas graças e ter uma acção serena, mas profunda e que tenha somente a marca de Deus.
Com o Espírito Santo quero ser um profeta que não só fala com Deus, mas também o ouve e escuta: "Quem tem ouvidos, oiça". Assim, saberei discernir o que sacerdote Deus quer que eu seja e por toda a minha existência me leve a proclamar como S. Paulo: "Para mim, viver é Cristo"!