terça-feira, maio 24, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
A TENDA DAS PADEIRINHAS - AJUDE-NOS A AJUDAR
EVENTO PARA ANGARIAÇÃO DE FUNDOS/FAZENDA DA ESPERANÇA.
Na tenda poderá comprar produtos caseiros:
- pão de trigo; mistura de centeio, mistura de milho;
- bola de carne;
- Bolos, biscoitos, filhós
- pasteis de bacalhau
- queijo fresco...
DE GRAÇA DAMOS ALEGRIA E GRATIDÃO...
ESPERAMOS POR SI E PELOS SEUS AMIGOS...
VAMOS DAR AS MÃOS E FORMAR UMA GRANDE COMUNIDADE
Saiba mais aqui
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terça-feira, maio 17, 2011
domingo, maio 15, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
Desempregada abriu loja de produtos típicos da região
A loja «Lembranças da Terra» abriu as portas no dia 16 de Abril, após a desempregada, que foi despedida da Delphi no dia 19 de Abril de 2010, ter optado pelo auto-emprego em vez de ter ficado dependente do subsídio de desemprego.
“Decidi arriscar. Sempre estive ligada ao artesanato. A minha mãe fazia renda e eu bordados em ponto cruz. Quando fiquei desempregada, surgiu logo a ideia de abrir uma loja para vender as peças de artesanato que vou fazendo e para promover os produtos do distrito, que são muito bons. Assim que sai da fábrica comecei logo a tratar das coisas para abrir a loja”, explicou a comerciante, que abriu o estabelecimento com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional. “Se não arriscasse, agora estava em casa, sem receber o subsídio de desemprego”, admitiu.
Apesar da loja estar a funcionar há pouco tempo, Vera Martins acredita no sucesso do projecto empresarial. “Embora o tempo ainda seja pouco e a crise também seja alguma, as pessoas vão sempre comprando alguma coisa. O negócio vai indo aos poucos. Tenho dias bons e outros menos bons. Não vale a pena desanimar”, disse, referindo que na quadra da Páscoa já atendeu “pessoas da Guarda, muitos espanhóis e muitas pessoas de Lisboa que vieram à cidade”. “Já tenho casos de pessoas que levaram artigos e voltaram mais tarde. Posso dizer-lhe que os requeijões estão a ter uma procura muito grande”, disse, com satisfação.
A «Lembranças da Terra» tem o forte nos produtos regionais e no artesanato, mas também possui uma secção de gomas e de guloseimas, criada a pensar nos mais novos.
A comerciante vende diariamente pão de uma padaria de Póvoa do Concelho (Trancoso), produtos da Casa da Prisca, de Trancoso (desde doces a enchidos), queijos de Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Franca das Naves e Seia, requeijão, enchidos de uma salsicharia de Reigada (Figueira de Castelo Rodrigo), bolos, sacos de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e figos secos) com a designação da loja, vinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Franca das Naves e Pinhel, aguardente, espumante e vinho licoroso da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo. Também vende recordações de localidades como Barca D’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), Guarda, Trancoso, Celorico da Beira e Linhares da Beira. “Tirei as fotografias e mandei fazer os azulejos”, contou ao Jornal A Guarda.
No artesanato, Vera Martins comercializa uma grande variedade de artigos que saem das suas mãos: aventais e panos de cozinha bordados, toalhas, panos de renda, artigos para bebé, artigos feitos em rede (cestas e ramos de flores), caixas de madeira com aplicações em ponto de cruz, quadros de ponto de cruz, entre outros. Adiantou que, por encomenda, também faz lembranças para casamentos, baptizados e aniversários.
A pensar no Dia da Mãe, a comerciante disponibilizou vários artigos próprios para a data. Da oferta fizeram parte um quadro em ponto cruz (com a quadra “Com 3 letrinhas apenas/se escreve a palavra mãe/é das palavras pequenas/a maior que o Mundo tem”), terços feitos em linha e pequenas almofadas, corações e porta lenços em renda.
A jovem comerciante confessa que gostava de fazer da loja “uma montra” de produtos típicos dos 14 concelhos do distrito da Guarda. “Se não formos nós a promover os nossos produtos, quem é que os vai promover?”, questiona.
Garante que na sua loja a simpatia e a qualidade dos produtos estão “acima de tudo”. “Quando vou a um sítio, se a pessoa não mostrar simpatia, nunca mais lá vou”, confessa.
Quanto à qualidade dos produtos, assegura que muitos deles passaram a ser vendidos após os ter provado. “Foi o que fiz com os enchidos da Reigada. Primeiro provei-os. Gostei e decidi então colocá-los à venda. O pão de Póvoa do Concelho também já conhecia”. Já quanto aos vinhos, contou que não os provou mas pediu “informações” a quem sabia do assunto.
“Decidi arriscar. Sempre estive ligada ao artesanato. A minha mãe fazia renda e eu bordados em ponto cruz. Quando fiquei desempregada, surgiu logo a ideia de abrir uma loja para vender as peças de artesanato que vou fazendo e para promover os produtos do distrito, que são muito bons. Assim que sai da fábrica comecei logo a tratar das coisas para abrir a loja”, explicou a comerciante, que abriu o estabelecimento com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional. “Se não arriscasse, agora estava em casa, sem receber o subsídio de desemprego”, admitiu.
Apesar da loja estar a funcionar há pouco tempo, Vera Martins acredita no sucesso do projecto empresarial. “Embora o tempo ainda seja pouco e a crise também seja alguma, as pessoas vão sempre comprando alguma coisa. O negócio vai indo aos poucos. Tenho dias bons e outros menos bons. Não vale a pena desanimar”, disse, referindo que na quadra da Páscoa já atendeu “pessoas da Guarda, muitos espanhóis e muitas pessoas de Lisboa que vieram à cidade”. “Já tenho casos de pessoas que levaram artigos e voltaram mais tarde. Posso dizer-lhe que os requeijões estão a ter uma procura muito grande”, disse, com satisfação.
A «Lembranças da Terra» tem o forte nos produtos regionais e no artesanato, mas também possui uma secção de gomas e de guloseimas, criada a pensar nos mais novos.
A comerciante vende diariamente pão de uma padaria de Póvoa do Concelho (Trancoso), produtos da Casa da Prisca, de Trancoso (desde doces a enchidos), queijos de Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Franca das Naves e Seia, requeijão, enchidos de uma salsicharia de Reigada (Figueira de Castelo Rodrigo), bolos, sacos de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e figos secos) com a designação da loja, vinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Franca das Naves e Pinhel, aguardente, espumante e vinho licoroso da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo. Também vende recordações de localidades como Barca D’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), Guarda, Trancoso, Celorico da Beira e Linhares da Beira. “Tirei as fotografias e mandei fazer os azulejos”, contou ao Jornal A Guarda.
No artesanato, Vera Martins comercializa uma grande variedade de artigos que saem das suas mãos: aventais e panos de cozinha bordados, toalhas, panos de renda, artigos para bebé, artigos feitos em rede (cestas e ramos de flores), caixas de madeira com aplicações em ponto de cruz, quadros de ponto de cruz, entre outros. Adiantou que, por encomenda, também faz lembranças para casamentos, baptizados e aniversários.
A pensar no Dia da Mãe, a comerciante disponibilizou vários artigos próprios para a data. Da oferta fizeram parte um quadro em ponto cruz (com a quadra “Com 3 letrinhas apenas/se escreve a palavra mãe/é das palavras pequenas/a maior que o Mundo tem”), terços feitos em linha e pequenas almofadas, corações e porta lenços em renda.
A jovem comerciante confessa que gostava de fazer da loja “uma montra” de produtos típicos dos 14 concelhos do distrito da Guarda. “Se não formos nós a promover os nossos produtos, quem é que os vai promover?”, questiona.
Garante que na sua loja a simpatia e a qualidade dos produtos estão “acima de tudo”. “Quando vou a um sítio, se a pessoa não mostrar simpatia, nunca mais lá vou”, confessa.
Quanto à qualidade dos produtos, assegura que muitos deles passaram a ser vendidos após os ter provado. “Foi o que fiz com os enchidos da Reigada. Primeiro provei-os. Gostei e decidi então colocá-los à venda. O pão de Póvoa do Concelho também já conhecia”. Já quanto aos vinhos, contou que não os provou mas pediu “informações” a quem sabia do assunto.
in Jornal "A Guarda"
sexta-feira, abril 08, 2011
Alegro-me de não ter estado lá
Ao saber que Lázaro estava doente, Jesus, em vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”.
Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!
“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!
Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”. Como entender as vantagens da doença e morte de Lazaro? Em que medida o facto de não ter chegado lá, antes de Lazaro morrer, pode ser mais apropriado para Jesus manifestar a sua glória e os seus discípulos acreditarem nele?
Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. Ora, é, sem dúvida alguma, mais revelador do seu poder divino ressuscitar Lázaro do que restabelecer a sua saúde. E é muito mais importante para os homens que Ele possa ressuscitar os mortos do que curar os doentes.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e compreende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Na verdade, Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”. Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Estas são as palavras com que Marta e Maria, em separado, se dirigem a Jesus, quando se encontram com Ele, após a morte do irmão. Segundo elas, foi uma pena que Ele não tivesse chegado ante, a tempo de o curar, pois estão convictas de que Ele poderia ter evitado a sua morte.
Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.
Muitas vezes censuramos Deus porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades. Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.
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quarta-feira, abril 06, 2011
segunda-feira, março 28, 2011
"Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do Mundo"
Jesus e uma mulher samaritana encontram-se junto ao poço de Jacob e estabelecem entre si um prolongado e curioso diálogo.
O diálogo em si já constitui algo de surpreendente. Na verdade, trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher, em lugar público e à luz do dia, o que era considerado reprovável. Até “os discípulos ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher”. Além disso, trata-se de uma mulher samaritana. Ora, como informa o evangelista, “os judeus não se dão com os samaritanos”.
Depois, o diálogo é, de parte a parte, franco e provocador. Cada um pergunta e responde, sem rodeios nem reservas, o que pensa e o que sente.
A samaritana considera um atrevimento que Jesus tenha metido conversa com ela, pedindo-lhe de beber, e, por conseguinte, interpela-o, em tom de censura: “como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana? Mais adiante, põe em dúvida que Jesus lhe possa dar uma “água viva”, uma água superior à daquele poço: “serás tu maior do que o nosso pai Jacob?”
Por sua vez, Jesus também a provoca, quando a manda ir chamar o marido, sabendo Ele muito bem, como confirmará depois, que ela se encontra numa situação irregular. “Não tens marido, pois já tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu”. No entanto, com esta sua intervenção, Jesus, de modo algum, pretende humilhar a mulher. Pelo contrário, deseja ajudá-la a tomar consciência da realidade em que vive e levá-la à conversão.
Jesus também questiona e corrige a concepção que ela tem quanto ao lugar em que se deve prestar culto a Deus. Para Deus, o importante não é o lugar de culto mas as pessoas Lhe prestem culto. Estas devem adorá-lo em “espírito e em verdade”, um culto que brote do coração, que seja autêntico e sincero.
O Diálogo vence todas as barreiras e preconceitos, a nível étnico, cultural e religioso. E, acima de tudo, permitiu à samaritana chegar ao verdadeiro conhecimento de Jesus. Graças àquele encontro, ela reencontrou o sentido da vida e readquiriu a sua dignidade. Jesus torna-se próximo das pessoas e fala com elas, entra nas suas vidas e comunica-lhes a sua, precisamente para as recuperar e salvar.
A mulher, no início do diálogo, pensa que Jesus é apenas um judeu, um judeu atrevido! Depois, quando Jesus mostra conhecer a sua vida pessoal, suspeita que seja um profeta. De seguida, o próprio Jesus se apresenta como o Messias esperado. Finalmente, com todos os outros seus conterrâneos, descobre e confessa que Ele é o Salvador do mundo.
Tudo começou por um encontro, aparentemente, fortuito, e, a partir deste, chega ao encontro pessoal com o Salvador dos homens! Foi ao poço, como todos os outros dias, buscar água, mas, nesse dia, tendo encontrado lá a Fonte da água viva, voltou repleta dessa água que “jorra para a vida eterna”!
E essa “água viva” impele-a a deixar a bilha junto ao poço e a correr à cidade, para partilhar com os seus concidadãos aquela extraordinária experiência.
Os samaritanos, interpelados pela mulher, foram pressurosos ao encontro de Jesus e entusiasmaram-se tanto que Lhe pediram que ficasse mais algum tempo com eles. Depois de dois dias com Jesus, muitos acreditaram nele e disseram à mulher: “já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. “Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”.
- Não basta conhecer Deus só de ouvido, ou seja, pelo que os outros dizem, ainda que sejam excelentes pregadores;
- Não basta conhecer as verdades sobre Deus, ainda que sejam expostas pelos mais qualificados teólogos;
- Não basta participar nas acções litúrgicas, ainda que sejam as mais esplendorosas; n
- Não bastam os exemplos dos santos, ainda que sejam os mais famosos.
A mulher devia ter ido com pressa buscar a água. De resto, “era por volta do meio-dia” e fazia muito calor! No entanto, ela esqueceu a pressa e abstraiu-se do calor, entregando-se inteiramente ao diálogo com Jesus! E, depois, ainda teve tempo para levar muitos outros até Jesus!
Quem, como a mulher samaritana, encontra Jesus e entra na sua intimidade sente-se naturalmente impelido a tornar-se seu discípulo por toda a vida e, ao mesmo tempo, como verdadeiro missionário, a anunciá-lo aos homens.
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segunda-feira, março 14, 2011
"... mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus".
Depois de ter sido baptizado por João, Jesus, impelido pelo Espírito Santo, retira-se para o deserto, onde permanece quarenta dias. Durante esse longo período de silêncio e oração, sempre acompanhado pelo Espírito e em íntima comunhão com o Pai, Jesus prepara-se para a sua missão entre os homens.
Visitado e tentado pelo Demónio, Jesus repele categoricamente todas as suas propostas, proclamando claramente a superioridade da palavra de Deus sobre os bens materiais e a supremacia de Deus sobre a fama e o poder deste mundo.
Jesus não usa o seu poder divino para refutar e confundir o Demónio. A fome não lhe rouba a lucidez e a serenidade. Na verdade, embora podendo, Jesus não transforma as pedras em pão. Também não brinca com o poder divino, lançando-se do pináculo do templo abaixo. Muito menos se deixa seduzir pelo poder e o esplendor dos reinos deste mundo. Jesus não aceita nem cede aos desafios do Demónio. Não faz os milagres que este lhe pede para provar que é Filho de Deus. Se os tivesse realizado, Jesus teria caído na cilada e o Demónio teria saído vitorioso. Jesus sabe que é por outro caminho que deve mostrar aos homens a sua verdadeira identidade.
Nas três diferentes situações em que o Demónio O coloca, Jesus rebate-o sempre com passagens da Escritura, ou seja, responde-lhe e vence-o com a palavra de Deus. Agindo deste modo, Jesus mostra, por um lado, que conhece bem as Escrituras, e, por outro, que vive em perfeita sintonia com a vontade de Deus, que elas revelam. A comunhão com Deus e a fidelidade à sua Palavra explicam e tornam possível a vitória de Jesus sobre o Demónio e o mal que ele personifica.
As palavras com que Jesus responde ao Demónio podem servir de ponto de partida para a nossa vivência da Quaresma. Estas palavras, se meditadas no coração, ajudam-nos a descobrir qual a justa atitude que devemos assumir diante de Deus, bem como face às realidades humanas e às coisas deste mundo. E, nessa mesma medida, ajudam-nos a vencer as grandes e pequenas tentações da nossa vida.
Assim, apesar da pressa e da agitação em que vivemos, devemos, ao longo deste tempo da Quaresma, fazer deserto e silêncio interior, parar para escutar e meditar as palavras de Jesus, ou melhor, o próprio Jesus. Precisamos de tempo e de coragem para examinar e confrontar a nossa vida, sobretudo as nossas motivações, à luz das suas palavras.
“Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Tentado e iludido, anestesiado e alienado pelo consumismo, o homem precisa de acordar para a sua dimensão espiritual e tomar consciência de que tem fome (necessidade) de Deus. O homem precisa de Deus, da palavra que sai da sua boca e do amor que jorra do seu coração. Sem este mais de Deus, ainda que usufrua de todo o bem-estar material, o homem acaba por se sentir existencialmente incompleto e insatisfeito.
“Não tentarás o Senhor teu Deus”. Tenta a Deus aquele que, por mero capricho, Lhe pede que faça algo de extraordinário e que não é de qualquer utilidade para ninguém. Depois, aquele que quer que Deus lhe faça o que ele, com o seu trabalho e as capacidades que tem, pode fazer. E ainda aquele que exige a Deus um determinado milagre como condição para acreditar nele. É muito forte a tentação do homem de pôr Deus à prova, de O submeter ou subordinar aos seus gostos e necessidades. Quem faz exigências deste tipo mostra que não acredita verdadeiramente nem está interessado em acreditar em Deus, mas procura apenas um pretexto para justificar a sua descrença. Ora, o que Deus revelou de si mesmo e fez em nosso favor por seu Filho Jesus Cristo é “o milagre extraordinário”, “a grande razão” – milagre e razão mais que suficientes – para que o homem acredite nele.
“Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto”. A ambição do poder, do mesmo modo que a ganância da riqueza, leva o homem a desviar o seu coração de Deus. O homem gosta de exercer domínio sobre os outros, de ser o centro de todas as atenções, ser reconhecido em vida e perpetuar o seu nome para além da morte. Quando cede a esta tentação, o homem sobrepõe-se ao seu semelhante e desvaloriza Deus. Mesmo que não O negue, o homem acaba por não adorar exclusivamente a Deus nem Lhe prestar o culto que Lhe é devido. Ora, Deus, por ser único e por ser o Deus do amor, merece que O adoremos só a Ele, e, além disso, só a Ele dediquemos o culto da nossa vontade e do nosso coração, o culto da vida e do amor, o culto “em espírito e em verdade”.
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quinta-feira, março 10, 2011
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