sábado, setembro 24, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
Nomeações da Diocese da Guarda
Nomeações para o Ano Pastoral 2011-12
Guarda e Paço Episcopal, 22 de Agosto de 2011
+Manuel R. Felício, B. da Guarda
1. Rev.do Padre Manuel Freire Lobo Vaz Pato, Sacerdote Jesuita – Pároco in solidum com Rev.do Padre Hermínio João Neves Vitorino, sendo aquele moderador, da Paróquia de S. Pedro (Covilhã). Substitui nas mesmas funções o Rev.do Padre Francisco Salvador Cardoso Rodrigues, que agora vai para novas responsabilidades fora de Portugal.
2. Rev.do Padre José Manuel Dias Figueiredo – Pároco da Paróquia de Ninho do Açor. Agradecemos ao Rev.do Padre Rui Manuel Antunes Lourenço as funções até agora desempenhadas assim como à Diocese de Portalegre-Castelo Branco, onde está o seu Presbitério.
3. Rev.do Padre Rafael José Almeida Neves, sacerdote recém-ordenado – Pároco de Santa Marinha (Arc. de Seia) e Aldeias, Mangualde da Serra, Moimenta da Serra e Paços da Serra (Arc. de Gouveia). Substitui nestas mesmas funções o Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela.
4. Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela – Pároco de Pinhel e também de Ervedosa, Bogalhal, Azevo, Cidadelhe, Pereiro e Vale de Madeira. Conta com a cooperação pastoral do Rev.do Diácono Manuel Celestino Martins Neves. Substitui o Rev.do Padre António Luciano dos Santos Costa, nas funções de administrador Paroquial até agora desempenhadas.
5. Rev.do Padre António dos Santos Freire – Pároco de Alverca da Beira, Bouça Cova e Cerejo; Souropires, Ervas Tenras e Póvoa d´El Rei. Substitui o Rev.do Padre Celso Rocha Marques.
6. Rev.do Padre João André Gomes Marçalo, recém-ordenado sacerdote – Pároco de Soito Maior e Falachos, substituindo o Rev.do Padre Joaquim Mendes Castanheira; Cogula, Vale do Seixo, Vila Garcia, Moimentinha e Granja, substituindo o Rev.do Padre Joaquim António Marques Duarte.
7. Rev.do Padre Vítor Manuel de Paiva Ramos – Pároco in solidum com o Rev.do Padre José Manuel Martins de Almeida, sendo este moderador, das Paróquias de Ratoeira, Vale d´Azares e Vila Boa do Mondego; Pároco in solidum com o Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena, sendo este o moderador, das Paróquias de Cadafaz, Prados e Rapa. Passa a trabalhar no cuidado pastoral das paróquias até agora confiadas ao Rev.do Padre António dos Santos Freire.
8. Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena – Pároco da Paróquia de Lageosa do Mondego, substituindo o Rev.do Padre António dos Santos Freire.
9. Rev.do Padre José Luís dos santos Farinha, ligado por encardinação aos Monges de Cister (comunidade do Sobrado) – Cooperador Pastoral na Paróquia de S. Miguel da Guarda e demais Paróquias confiadas ao Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.
10- Rev.do Padre Valter Tiago Salcedas Duarte – Director do Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, substituindo, nestas funções, o Rev.do Padre João António Gonçalves Barroso.
11. Rev.dos Padres Joaquim Cardoso Pinheiro e Carlos Manuel Dionísio de Sousa – respectivamente Director e Secretário da Direcção do Institutto Superior de Teologia, sediado em Viseu e que serve as Dioceses de Guarda, Viseu, Lamego e Bragança.
12. Rev.do Padre Paulo José Sequeira Figueiró – dispensado de responsabilidades pastorais na nossa Diocese para ser nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa Vice-Reitor do Colégio Português em Roma.
13. Rev.do Padre Celso Rocha Marques – dispensado de responsabilidades pastorais, nos próximos tempos, por razões de falta de saúde.
14. Rev.do Diácono Manuel Joaquim Lopes Castela – Cooperador pastoral nas capelanias do Hospital Sousa Martins e Estabelecimento Prisional da Guarda, cessando as funções para que estava nomeado na Paróquia se S. Miguel da Guarda e outras confiadas ao cuidado Pastoral do Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.
Nota:
Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.
Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.
Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.
As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.
Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários.
Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.
Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.
Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.
As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.
Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários.
Guarda e Paço Episcopal, 22 de Agosto de 2011
+Manuel R. Felício, B. da Guarda
sexta-feira, agosto 05, 2011
Exposição de Pintura - Jean Sculfort
Entre o dia 8 e 31 de Agosto estará patente ao publico no Cinema - Centro cultural de Celorico da Beira - uma exposição de pintura de um artista autodidacta residente no Baraçal. Visite.
terça-feira, maio 24, 2011
quarta-feira, maio 18, 2011
A TENDA DAS PADEIRINHAS - AJUDE-NOS A AJUDAR
EVENTO PARA ANGARIAÇÃO DE FUNDOS/FAZENDA DA ESPERANÇA.
Na tenda poderá comprar produtos caseiros:
- pão de trigo; mistura de centeio, mistura de milho;
- bola de carne;
- Bolos, biscoitos, filhós
- pasteis de bacalhau
- queijo fresco...
DE GRAÇA DAMOS ALEGRIA E GRATIDÃO...
ESPERAMOS POR SI E PELOS SEUS AMIGOS...
VAMOS DAR AS MÃOS E FORMAR UMA GRANDE COMUNIDADE
Saiba mais aqui
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terça-feira, maio 17, 2011
domingo, maio 15, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
Desempregada abriu loja de produtos típicos da região
A loja «Lembranças da Terra» abriu as portas no dia 16 de Abril, após a desempregada, que foi despedida da Delphi no dia 19 de Abril de 2010, ter optado pelo auto-emprego em vez de ter ficado dependente do subsídio de desemprego.
“Decidi arriscar. Sempre estive ligada ao artesanato. A minha mãe fazia renda e eu bordados em ponto cruz. Quando fiquei desempregada, surgiu logo a ideia de abrir uma loja para vender as peças de artesanato que vou fazendo e para promover os produtos do distrito, que são muito bons. Assim que sai da fábrica comecei logo a tratar das coisas para abrir a loja”, explicou a comerciante, que abriu o estabelecimento com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional. “Se não arriscasse, agora estava em casa, sem receber o subsídio de desemprego”, admitiu.
Apesar da loja estar a funcionar há pouco tempo, Vera Martins acredita no sucesso do projecto empresarial. “Embora o tempo ainda seja pouco e a crise também seja alguma, as pessoas vão sempre comprando alguma coisa. O negócio vai indo aos poucos. Tenho dias bons e outros menos bons. Não vale a pena desanimar”, disse, referindo que na quadra da Páscoa já atendeu “pessoas da Guarda, muitos espanhóis e muitas pessoas de Lisboa que vieram à cidade”. “Já tenho casos de pessoas que levaram artigos e voltaram mais tarde. Posso dizer-lhe que os requeijões estão a ter uma procura muito grande”, disse, com satisfação.
A «Lembranças da Terra» tem o forte nos produtos regionais e no artesanato, mas também possui uma secção de gomas e de guloseimas, criada a pensar nos mais novos.
A comerciante vende diariamente pão de uma padaria de Póvoa do Concelho (Trancoso), produtos da Casa da Prisca, de Trancoso (desde doces a enchidos), queijos de Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Franca das Naves e Seia, requeijão, enchidos de uma salsicharia de Reigada (Figueira de Castelo Rodrigo), bolos, sacos de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e figos secos) com a designação da loja, vinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Franca das Naves e Pinhel, aguardente, espumante e vinho licoroso da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo. Também vende recordações de localidades como Barca D’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), Guarda, Trancoso, Celorico da Beira e Linhares da Beira. “Tirei as fotografias e mandei fazer os azulejos”, contou ao Jornal A Guarda.
No artesanato, Vera Martins comercializa uma grande variedade de artigos que saem das suas mãos: aventais e panos de cozinha bordados, toalhas, panos de renda, artigos para bebé, artigos feitos em rede (cestas e ramos de flores), caixas de madeira com aplicações em ponto de cruz, quadros de ponto de cruz, entre outros. Adiantou que, por encomenda, também faz lembranças para casamentos, baptizados e aniversários.
A pensar no Dia da Mãe, a comerciante disponibilizou vários artigos próprios para a data. Da oferta fizeram parte um quadro em ponto cruz (com a quadra “Com 3 letrinhas apenas/se escreve a palavra mãe/é das palavras pequenas/a maior que o Mundo tem”), terços feitos em linha e pequenas almofadas, corações e porta lenços em renda.
A jovem comerciante confessa que gostava de fazer da loja “uma montra” de produtos típicos dos 14 concelhos do distrito da Guarda. “Se não formos nós a promover os nossos produtos, quem é que os vai promover?”, questiona.
Garante que na sua loja a simpatia e a qualidade dos produtos estão “acima de tudo”. “Quando vou a um sítio, se a pessoa não mostrar simpatia, nunca mais lá vou”, confessa.
Quanto à qualidade dos produtos, assegura que muitos deles passaram a ser vendidos após os ter provado. “Foi o que fiz com os enchidos da Reigada. Primeiro provei-os. Gostei e decidi então colocá-los à venda. O pão de Póvoa do Concelho também já conhecia”. Já quanto aos vinhos, contou que não os provou mas pediu “informações” a quem sabia do assunto.
“Decidi arriscar. Sempre estive ligada ao artesanato. A minha mãe fazia renda e eu bordados em ponto cruz. Quando fiquei desempregada, surgiu logo a ideia de abrir uma loja para vender as peças de artesanato que vou fazendo e para promover os produtos do distrito, que são muito bons. Assim que sai da fábrica comecei logo a tratar das coisas para abrir a loja”, explicou a comerciante, que abriu o estabelecimento com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional. “Se não arriscasse, agora estava em casa, sem receber o subsídio de desemprego”, admitiu.
Apesar da loja estar a funcionar há pouco tempo, Vera Martins acredita no sucesso do projecto empresarial. “Embora o tempo ainda seja pouco e a crise também seja alguma, as pessoas vão sempre comprando alguma coisa. O negócio vai indo aos poucos. Tenho dias bons e outros menos bons. Não vale a pena desanimar”, disse, referindo que na quadra da Páscoa já atendeu “pessoas da Guarda, muitos espanhóis e muitas pessoas de Lisboa que vieram à cidade”. “Já tenho casos de pessoas que levaram artigos e voltaram mais tarde. Posso dizer-lhe que os requeijões estão a ter uma procura muito grande”, disse, com satisfação.
A «Lembranças da Terra» tem o forte nos produtos regionais e no artesanato, mas também possui uma secção de gomas e de guloseimas, criada a pensar nos mais novos.
A comerciante vende diariamente pão de uma padaria de Póvoa do Concelho (Trancoso), produtos da Casa da Prisca, de Trancoso (desde doces a enchidos), queijos de Aguiar da Beira, Trancoso, Vila Franca das Naves e Seia, requeijão, enchidos de uma salsicharia de Reigada (Figueira de Castelo Rodrigo), bolos, sacos de frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs e figos secos) com a designação da loja, vinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Franca das Naves e Pinhel, aguardente, espumante e vinho licoroso da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo. Também vende recordações de localidades como Barca D’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), Guarda, Trancoso, Celorico da Beira e Linhares da Beira. “Tirei as fotografias e mandei fazer os azulejos”, contou ao Jornal A Guarda.
No artesanato, Vera Martins comercializa uma grande variedade de artigos que saem das suas mãos: aventais e panos de cozinha bordados, toalhas, panos de renda, artigos para bebé, artigos feitos em rede (cestas e ramos de flores), caixas de madeira com aplicações em ponto de cruz, quadros de ponto de cruz, entre outros. Adiantou que, por encomenda, também faz lembranças para casamentos, baptizados e aniversários.
A pensar no Dia da Mãe, a comerciante disponibilizou vários artigos próprios para a data. Da oferta fizeram parte um quadro em ponto cruz (com a quadra “Com 3 letrinhas apenas/se escreve a palavra mãe/é das palavras pequenas/a maior que o Mundo tem”), terços feitos em linha e pequenas almofadas, corações e porta lenços em renda.
A jovem comerciante confessa que gostava de fazer da loja “uma montra” de produtos típicos dos 14 concelhos do distrito da Guarda. “Se não formos nós a promover os nossos produtos, quem é que os vai promover?”, questiona.
Garante que na sua loja a simpatia e a qualidade dos produtos estão “acima de tudo”. “Quando vou a um sítio, se a pessoa não mostrar simpatia, nunca mais lá vou”, confessa.
Quanto à qualidade dos produtos, assegura que muitos deles passaram a ser vendidos após os ter provado. “Foi o que fiz com os enchidos da Reigada. Primeiro provei-os. Gostei e decidi então colocá-los à venda. O pão de Póvoa do Concelho também já conhecia”. Já quanto aos vinhos, contou que não os provou mas pediu “informações” a quem sabia do assunto.
in Jornal "A Guarda"
sexta-feira, abril 08, 2011
Alegro-me de não ter estado lá
Ao saber que Lázaro estava doente, Jesus, em vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”.
Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!
“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!
Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”. Como entender as vantagens da doença e morte de Lazaro? Em que medida o facto de não ter chegado lá, antes de Lazaro morrer, pode ser mais apropriado para Jesus manifestar a sua glória e os seus discípulos acreditarem nele?
Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. Ora, é, sem dúvida alguma, mais revelador do seu poder divino ressuscitar Lázaro do que restabelecer a sua saúde. E é muito mais importante para os homens que Ele possa ressuscitar os mortos do que curar os doentes.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e compreende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Na verdade, Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”. Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Estas são as palavras com que Marta e Maria, em separado, se dirigem a Jesus, quando se encontram com Ele, após a morte do irmão. Segundo elas, foi uma pena que Ele não tivesse chegado ante, a tempo de o curar, pois estão convictas de que Ele poderia ter evitado a sua morte.
Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.
Muitas vezes censuramos Deus porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades. Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.
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