sábado, novembro 18, 2006

Deus quer dar à Igreja sacerdotes segundo o seu coração

Estamos a viver a semana de Oração pelos Seminários. Não pode esmorecer o interesse e o empenho dos cristãos em relação às vocações sacerdotais.
Continua e continuará sempre válido o mandamento de Jesus: “pedi ao senhor da Messe...”. É necessário pedir ao Senhor os sacerdotes que Ele nos quer dar. E Deus quer dar à Igreja sacerdotes segundo o seu coração.

Por conseguinte, não tem sentido nem é eficaz a oração, quando pedimos os sacerdotes que nós queremos, na quantidade e segundo o modelo que nos convém. A oração não é para convencer nem para pressionar Deus a fazer a nossa vontade. Pelo contrário, rezamos para que, também no que se refere aos sacerdotes, se faça a vontade de Deus “assim na terra como no Céu”.

Consequentemente, não rezamos bem nem assumimos a atitude correcta diante de Deus, quando:
  • pedimos mais sacerdotes para não ter que mudar nada na nossa vida nem nas nossas comunidades cristãs;
  • para não ter assumir o lugar e a missão que nos compete no seio da Igreja;
  • para não ter que aceitar que certos serviços e mi-nistérios sejam exercidos pelos leigos, apesar de específicos da sua missão;
  • para não termos que nos deslocar e celebrar a nossa fé noutros lugares e com os cristãos de outras comunidades.

É um contra senso exigir a Deus que nos dê sacerdotes para fazerem o que os leigos podem fazer; ou pedir sacerdotes para que possa haver a celebração da Eucaristia em todos os lugares, tantas vezes tão próximos, quando as pessoas podem e têm meios para se deslocarem.

Não podemos esperar que Deus escute a nossa oração e atenda os nossos pedidos, quando estes revelam o nosso egoísmo e a nossa falta de fé.

É, pois, indispensável a nossa conversão à vontade de Deus, pedindo e aceitando os sacerdotes que Deus quer chamar e enviar para a sua messe: discípulos fiéis de Cristo e servidores dedicados do Reino dos Céus.
São esses os únicos padres que a Igreja e o mundo precisam!
Dos outros, ainda há quantos baste!

quarta-feira, novembro 15, 2006

Conheça os nossos Seminários (Fundão e Guarda)


Seminário é o grupo de Cristo com os Apóstolos, ensinando-lhes as coisas do Pai e do Mundo;
Seminário é aprendizagem orante de muitas coisas que Deus quer ensinar aqueles que Deus prepara para enviar;
Seminário é essencialmente relação viva com Deus Pai, com Deus Filho, com Deus Espírito Santo;
Seminário tem de conduzir a uma formação integral do Homem.
Seminário é iniciativa de Deus por meio da Igreja.
O SEMINÁRIO É O CORAÇÃO DA DIOCESE.

sábado, novembro 11, 2006

É no dar que se recebe!

Ninguém melhor do que Deus recompensa o bem que o homem faz. Mas só é bem o que o homem faz, quando o faz com amor.
O pobre pode e deve partilhar o pouco que tem com quem tem menos ou não tem nada. Quem precisa de ser ajudado não está isento do dever de ajudar quem precisa!
Exclui a recompensa de Deus quem procura apenas o reconhecimento dos homens. E procura apenas a recompensa dos homens quem não acredita na vida eterna.

Interrogações:
• Tu, quando dás, dás apenas do que tens ou dás também alguma coisa de ti mesmo? Dás apenas com as mãos ou dás também com o coração? Dás por um simples descargo de consciência ou dás porque amas?

• Tu, quando dás, olhas apenas para o que tu possuis ou tens também em conta as necessidades de quem precisa? Condicionas a tua oferta pelo que dão os outros ou segues o impulso da tua generosidade?

• Em relação à Igreja, qual é o grau da tua partilha? Limitas-te à esmola que dás nos peditórios da Missa? Ou assumes a parte da tua missão de cristão, pondo a render os teus talentos e os teus carismas ao serviço da comunidade? Entendes a fé como um dom de Deus que deves partilhar com os homens por meio do testemunho da tua vida?

• E, em relação aos sacerdotes, tens necessidade deles porque sentes necessidade de Deus ou apenas porque ainda gostas de certas tradições religiosas? Pelo modo como os olhas e entendes a sua missão, pelo modo como te serves deles e os acolhes, pelo oração que fazes e o modo como vives, consideras que dás um contributo sério e positivo para o aumento das vocações sacerdotais?

• Finalmente, que tens em vista, quando fazes o bem? Procuras o reconhecimento dos homens ou a recompensa de Deus? Para ti, conta mais a admiração e os aplausos dos homens ou o prémio da vida eterna?
(XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano B)
OBS: Gostaria de "ouvir" os vossos comentários.

sexta-feira, novembro 10, 2006

"Tu amas-me?" - Mensagem de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, para a Semana dos Seminários

“Vamos viver, de 12 a 19 mês de Novembro, a Semana dos Seminários em Portugal.
Desta vez, propõe-se como tema de reflexão e oração a todo o Povo de Deus, durante a Semana dos Seminários, a pergunta que Jesus fez a Pedro, já depois da Sua Ressurreição, numa das últimas aparições – “tu amas-me?”.
Uma pergunta que vale também pela insistência, pois foi feita por três vezes.
E esta continua a ser a pergunta fundamental que o mesmo Jesus faz aos seus sacerdotes e a quantos encontra pelos caminhos da vida e chama para o Ministério Sacerdotal.

A questão de fundo das vocações sacerdotais e consequentemente dos Seminários é o amor decidido a Deus e em Deus aos irmãos.
Hoje continuamos a procurar jovens que se deixem verdadeiramente apaixonar por Jesus Cristo e em Cristo pelo serviço generoso dos outros, presidindo à comunidade em nome do Único que é cabeça e pastor do Seu Povo. Para despertar e alimentar esta paixão estão a trabalhar na nossa Diocese o Pré-Seminário com a sua rede de penetração nas paróquias, cada uma com o seu pároco, os seus catequistas e outros serviços organizados, os nossos professores de Educação Moral e Religiosa Católica e outros agentes da Pastoral.
Pedimos que, no próximo domingo, dia 12, em todas as celebrações dominicais espalhadas pelas paróquias da Diocese se refira a abertura da Semana dos Seminários e também se lembre o seu encerramento, 8 dias depois.

D. Manuel Felício, Bispo da Guarda

quarta-feira, novembro 08, 2006

Alcatroamento da estrada da Cortegada

Finalmente a estrada que liga o Baraçal à Cortegada está a ser alcatroada. É mais um passo importante...

sábado, novembro 04, 2006

“Muito bem, Mestre! Tens razão...” (31º Dom. Comum)

E tu, achas que Jesus tem razão no que te ensina e te propõe? Consideras que Ele é um Mestre que merece a tua confiança e a quem podes seguir incondicionalmente? És capaz de lhe dar razão, quando Ele questiona as tuas verdades, as tuas opções morais e os teus comportamen-tos, os teus pontos de vista sobre a vida, o casamento e a família?
É fácil dar a razão a Jesus estar de acordo com Ele, quando denuncia a hipocrisia e a vaidade dos fariseus, quando se insurge contra aqueles que ocupam os lugares que não lhe pertencem, quando condena a arrogância de herodes; quando defende a separação entre o poder religioso e o poder político (“daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”), quando toma a defesa dos pobres e oprimidos ou tenta incluir na sociedade aqueles que a sociedade marginaliza; quando Ele, desde a tua perspectiva, está a meter-se com os outros e a proteger os teus interesses.
E quando Jesus se mete contigo e exige mudanças na tua vida?
  • Dás a razão a Jesus, quando Ele te pede que ames os teus inimigos e que perdoes sem limites a quem te ofende? Ou quando, depois de te perdoar os teus pecados, te diz: “vai e não voltes a pecar” ?
  • Aprovas Jesus, quando Ele diz ao casal: “não separe o homem o que Deus uniu”? e quando exige a cada um dos cônjuges: “não cometerás adultério”? ou então, quando pede aos pais cristãos que eduquem os seus filhos segundo a lei de Deus?
  • Estás, ao menos, interessado em entender melhor as suas razões, as razões da verdade que Ele revela e das propostas de vida que Ele faz? Tens curiosidade suficiente para o interrogar e disponibilidade para escutar a sua resposta, como teve o escriba? Jesus pode responder às tuas perguntas nas respostas que já deu no Evangelho.
  • Pelo que conheces de ti mesmo, tendo presente o que fazes e o modo como vives, avaliando as tuas prioridades e os teus ideais, achas que Jesus pode dizer de ti: “não estás longe do reino de Deus”? E ralas-te, ao menos, com isso?

quinta-feira, novembro 02, 2006

Sede Santos

1. Sede santos por opção e não por distracção;

2. Sede santos do quotidiano, nas tarefas e ocupações de cada dia e não só em momentos heróicos ou eufóricos;

3. Sede santos dentro do mundo do nosso tempo: amai-o com as suas belezas e potencialidades e com as suas crises e misérias;

4. Sede santos da gratuidade, da doação e do serviço que não têm preço nas cotações da Bolsa;

5. Sede santos que se deixam habitar pelo mistério e pela santidade de Deus e não turistas da santidade que só a vêem e admiram, de longe, nos outros;

6. Sede santos em comunidade e em família: uns com os outros, uns para os outros e uns pelos outros, ajudando a dar passos em frente;

7. Sede santos penitentes, humildes, conscientes de que "Deus é sempre maior";

8. Sede santos protagonistas de uma humanidade exemplarmente assumida e vivida: santos plenamente homens, cuja santidade enriquece e embeleza a sua humanidade;

9. Sede santos do amor puro, verdadeiro, casto, fiel, alegre e sorridente;

10. Sede santos da alegria e da esperança que ajudam a descobrir as belezas do caminho e possibilidades de vida nova!

D. António Marto

quarta-feira, novembro 01, 2006

Dia de pensar no CÉU...

Os horizontes da minha fé levam-me a suspirar pela felicidade suprema que é o CÉU.
• Sim, anseio por viver na casa do Pai, aquela casa onde existem muitas moradas, uma das quais está preparada e reservada uma para mim! Quem o revela é o próprio Jesus! E não quero que esse lugar, por culpa minha, fique vago por toda a eternidade!
• Sim, desejo habitar na nova Jerusalém, a cidade santa, onde não “haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor”.

Porém, para chegar à meta dos meus sonhos, os sonhos da minha fé, é necessário antecipar, tornando realidade na minha vida, quanto isso é possível neste mundo, o que é a realidade no Céu.

O Céu é ver a Deus face a face, tal como Ele é! Neste mundo, devo, pois, aprender a ver Deus nas obras da criação, nos acontecimentos da vida, na revelação da Es-critura. Não posso chegar ao Céu e Deus ser completa-mente desconhecido para mim!
O Céu é viver em Deus, habitar na sua morada santa. Por isso, enquanto vivo neste mundo, devo aceitar que Deus habite em mim, reservando-lhe o melhor lugar do meu coração. Não posso entrar no Céu sem que Deus me seja, de algum modo, familiar!
O Céu é viver em perfeita comunhão com Deus e com todos aqueles que estão em Deus. Por conseguinte, en-quanto habito na terra, devo viver com toda a intensi-dade possível o duplo mandamento do amor a Deus e do amor ao próximo.
O Céu é participar no banquete, na festa, na alegria de Deus. Na terra, eu tenho o banquete da Eucaristia. Esta é verdadeira Ceia do Senhor. Nela, Jesus oferece-se a mim e a todos como o alimento de vida eterna. A Eucaristia per-mite-me saborear, já na terra, como o Senhor é bom e, nessa mesma medida, prepara-me para o Banquete do Reino dos Céus.
O Céu é meta, é “alegria plena e delícias eternas”! Resta-me percorrer o caminho com perseverança e alegria!

INTERROGAÇÕES da FESTA DE TODOS OS SANTOS

  • Quais são as tuas expectativas em relação a Deus e à vida eterna?
  • Olhando para as criaturas, sentes curiosidade em conhecer o Criador?
  • Percorrendo a história da salvação, fixando-te no amor de Deus revelado em JC, sentes o desejo de te encontrar pessoalmente com Ele?
  • Ao olhares para ti, ao tomares consciência que Deus é a origem de toda a vida, que te mantém na existência e que te chama à vida eterna, sentes-te irresistivelmente impelido a caminhar para Ele?

Tu, cristão, pensa na vida eterna e olha para a multidão daqueles que já a alcançaram. Considera e verás que é possível e vale a pena lutar por este prémio. É uma insensatez do homem impedir Deus de lhe conceder tão grande dom!

Pára e medita em tudo o que Deus te propõe e quer para ti. Então, não só descobrirás as vantagens de viver sempre com Deus, como sentirás a necessidade de viver exclusivamente para Ele.

sexta-feira, outubro 27, 2006

ATENÇÃO: muda a hora.

No próximo fim-de-semana,
de Sábado para Domingo,
às 2 horas da manhã,
muda a hora legal de Verão para a hora de Inverno.

Os relógios atrasam 60 minutos

Quem é o cego Bartimeu?

Este episódio, mais do que uma crónica, é uma CATEQUESE baptismal:
- Jesus manifesta-se, passa pelo caminho do cego...
- O cego não vê, mas percebe a presença do Senhor e acolhe o convite...
- Trava-se o diálogo...
- O cego recebe a visão da fé e segue-O pela estrada.

Quem é o cego Bartimeu?
Um cego, que por não poder viver do seu trabalho, mendigava".
O encontro acontece "ao longo do caminho".
No final, também Bartimeu segue Jesus "no caminho".
O cego não estava no caminho, estava à margem da religião e da vida.

* A Cura de Bartimeu é mais do que a história de um cego....
É o caminho dos que querem ver para seguir Jesus.

O que faz o cego?

- Está atento à passagem de Cristo...
- Toma consciência da sua situação e decide sair dela.
- Supera o medo, a vergonha, começa a gritar, pede ajuda:
- Não desanima diante das contrariedades, continua à procura da luz… mesmo quando o povo o manda calar…
- E quando Jesus o chama: dá um pulo, deita para longe o manto e corre ao encontro daquele que podia restituir a vista.
- Saiu da margem do caminho e pôs-se no caminho com o Mestre.

* Deita fora o Manto, onde recolhia as esmolas... Para o pobre mendigo, o manto era a sua riqueza, a sua casa, o seu abrigo. Diante de Jesus deitou fora o seu manto, deixou tudo, porque compreendeu que encontrar JESUS na estrada é a maior riqueza, que podia conseguir.
- Quais são os obstáculos que impedem de nos aproximar-mos mais de Cristo?

* Dá um "Salto" ao encontro de Jesus: É um gesto significativo para um cego que "não vê" e se move com dificuldade. Bartimeu entendeu que Cristo podia curá-lo. Por isso, deitou fora o manto, deu um "Pulo" e se aproximou de Jesus.

Que tipos de pessoas o cego encontra?
- Uns atrapalham: tentam abafar o seu grito... mandam-no calar...
- Outros ajudam, animam: "Coragem, ele te chama..."
- Jesus ESCUTA o grito sofrido e confiante do cego, PÁRA e LIBERTA: Da margem, Jesus coloca-o no centro do caminho. Dá a luz da VISÃO e a luz da Fé.