terça-feira, setembro 04, 2007

Os donativos continuam a chegar...

500 Euros - Anónimo
100 Euros - Alberto Santos Lopes; António Sequeira Veiga; Herdeiros João Simão; José Fonseca Bernardo; Luis Janelas;
50 Euros - Adelina Carrolo; Mécia dos Santos Paiva; Manuel dos Santos Paiva;
30 Euros - Lurdes Almeida;
25 Euros - Eduarda Leitão Paiva;
20 Euros - Manuel Gomes, Dr.; Maria Cabral;
10 Euros - Fernando Janelas Dias;
5 Euros - Julieta dos Santos; Maria Alice e Elvira; Maria dos Mestres.


Obrigado a todos os que quiseram contribuir para o restauro do tecto do Altar-Mor.

Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso

No último sábado de Agosto, celebrámos mais uma vez a Festa em honra de Nossa Senhora do Bom sucesso.
A chuva não permitiu que a Missa Campal se realiza-se, como é habitual, junto à Capela.
Porém, há males que vem por bem.
A solução foi celebrar a Missa na renovada Igreja Paroquial. E a solução, pelo que consta, agradou a muitas pessoas... pois a Igreja permite que as pessoas participem com mais devoção e assistam com mais comodidade.
Esta é uma boa solução a ter em conta nos próximos anos...
O peditório da Missa rendeu 187 Euros.

"Pequena história da Imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Na I Guerra Mundial, o Coronel Magalhães, encontrou em França, uma Imagem no meio do lamaçal de terra seca, encharcada no sangue dos soldados que tombavam no campo de batalha. Foi neste momento de desespero que prometeu que seria construída uma Capela em sua honra se a guerra terminasse e os nossos soldados tivessem sucesso.

Tendo isto acontecido foi construída a Capela e colocada ali a imagem.

Ao longo dos anos, o povo do Baraçal manifestou por Nossa Senhora do Bom Sucesso uma enorme devoção. Eram muitos os devotos que ali acorriam para interceder a Deus através de Maria... alguns chegavam ao ponto de se deslocar de joelhos desde a Igreja Matriz até à Capela".

(Jornal "A voz do Baraçal", nº 77).

Foi graças ao esforço do povo do Baraçal que a Junta de Freguesia em 2002 reconstruiu esta Capela. Ela encontrava-se sem telhado e toda degradada. A imagem reapareceu... e hoje pode ser visitada e venerada pelos seus devotos...
Não esqueçamos, porém, o que diz o Evangelho: "dai a César o que é de César; dai a Deus o que é de Deus". É bom que entre as diversas instituições haja cooperação, mas também é necessário saber que cada uma têm os seus fins especificos e distintos.
A clarificação só pode beneficiar a todos...

Madre Teresa de Calcutá, 10 anos depois

A 5 de Setembro de 1997, o coração de Madre Teresa de Calcutá deu o último suspiro. Passados dez anos, a obra que a "santa das sarjetas" ergueu continua viva e o seu sorriso perdurará. Esta data ficará na história do século XX. Durante a sua vida, ela simbolizava o amor aos mais carenciados. Aquela frágil mulher tinha uma força inesgotável e colocava em prática as palavras do Evangelho: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39).

Com o final do milénio à porta desapareceu a mulher que se entregou aos "mais pobres dos pobres" e deixou muitos corações desamparados. Uma paragem cardíaca, depois de várias pneumonias e crises de malária, "levaram" Madre Teresa. Viveu com o coração, o coração a matou. A humanidade perdeu alguém que, por nada ter nem poder, tinha toda a autoridade porque ninguém conseguia dizer não a um pedido que ela formulasse.

Calcutá chorou, provavelmente, como nenhuma outra cidade do mundo, a morte desta mulher que escolheu a gigantesca metrópole indiana para viver toda uma vida ao serviço daqueles que não tinham ninguém. "Era uma verdadeira santa admirada por todos os indianos, independentemente da sua religião" - sublinhavam os habitantes de Calcutá.

Vocação precoce

Em Skopje, capital da Macedónia, pequena cidade com cerca de vinte mil habitantes, nasceu, a 26 de Agosto de 1910, Ganxhe Bojaxhiu. A sua família era católica e pertencia à minoria albanesa que vivia no Sul da antiga Jugoslávia. Um dia após o seu nascimento, Ganxhe recebeu o Baptismo e a sua educação teve lugar numa escola estatal durante os tristes anos da Primeira Guerra Mundial. Com um timbre de voz muito suave e harmonioso, a pequena Ganxhe tornou-se solista do coro da igreja da sua aldeia e, mais tarde, chegou a dirigir esse mesmo coro paroquial.

Ainda criança, Ganxhe entrou para a Congregação Mariana das Filhas de Maria que tinha uma filial na sua paróquia. Os mais pobres da região recorriam à Igreja para diminuírem as suas carências. Ganxhe sentia a sua vocação a crescer ao assistir a esta actividade de assistência aos mais carecidos.

"Aos pés da Virgem de Letnice escutei um dia o chamamento que me apelava a servir Deus" - disse, posteriormente, Madre Teresa e, confessou ainda, que descobriu a intensidade do chamamento "com uma grande alegria interior". Quando completou 18 anos, o apelo à vida religiosa tornou-se irresistível para a jovem e, a 25 de Dezembro de 1928, partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria.

Ganxhe tinha como ideal ser missionária na Índia e um sacerdote jesuíta contribuiu para esta doação aos mais pobres devido à informação de que, na Índia, as freiras dessa congregação faziam um "excelente" trabalho.

Depois de uma longa viagem, a futura religiosa chegou à casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. A estadia em Rathfarnham foi um porto intercalar já que embarcou rumo a Bengala. Durante a primeira semana esteve em Calcutá e daí viajou até Dajeerling, ao seminário da Congregação fundada pela missionária Mary Ward.

Feitos os estudos e chegada a hora de professar os votos temporários de Pobreza, Castidade e Obediência - 24 de Maio de 1931 - Ganxhe escolheu o nome de Teresa. De acordo com as constituições da Congregação do Loreto devia mudar de nome. "Escolhi chamar-me Teresa" - contou anos depois, devido à figura inspiradora de Santa Teresa D'Ávila. No entanto "não foi pela grande Teresa que escolhi o nome - disse - mas sim pela pequena: Santa Teresa de Lisieux". Encarregada de dar formação espiritual às "Filhas de Santa Ana" - hoje formam uma congregação autónoma - Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas freiras, quando criou as "Missionárias da Caridade".


Uma viagem luminosa

O momento da viragem aconteceu de forma imprevista. Num dos seus relatos, Teresa conta que, a 10 de Setembro de 1946, numa viagem para o convento de Dajeerling, onde ia fazer os exercícios espirituais, enquanto rezava sentiu um "chamamento dentro do chamamento". A mensagem era clara: "devia deixar o convento do Loreto (em Calcutá) e entregar-se ao serviço dos mais pobres e viver entre eles". Com a "iluminação divina", Teresa sentiu uma hesitação: como realizá-la. Este dia de Setembro ficou marcado na história das Missionárias da Caridade e, obviamente, no livro da vida de Madre Teresa como o "Dia da Inspiração".

Teresa de Calcutá pensava nos pobres da cidade que todas as noites morrem pelas ruas e, na manhã seguinte, são lançados para os carros de limpeza como se fossem lixo. Não se habituava a este "terrível espectáculo matinal". Queria fazer algo em prol daqueles esqueléticos a pedir esmola na rua e a esperar que o tempo os levasse.

A luz recebida no trajecto de Calcutá para Dajeerling foi objecto de meditação no retiro de Teresa. Este terminou numa pergunta muito concreta: "Que poderei fazer por estes infelizes?".

Abandonado o hábito da Congregação do Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Foi com esta nova indumentária - o vestido duma modesta mulher indiana - que passou a ser conhecida no mundo inteiro.

A vida da religiosa sofreu novos contornos e quando a Santa Sé reconheceu a Congregação - 7 de Outubro de 1950 pelo Papa Pio XII - a instituição da Madre Teresa de Calcutá contava com centenas de membros em todo o mundo. Primeiro, começou a levar os moribundos para um lar onde eles pudessem morrer em paz e com dignidade. De seguida, abriu um orfanato. De forma gradual, outras mulheres se lhe uniram neste projecto. Nasceu uma nova Congregação religiosa - "Mis-sionárias da Caridade" - para se dedicar aos mais pobres entre os pobres.

A luz do projecto ganhou raízes no solo fértil e as vocações começaram a surgir. Neste viveiro vocacional - muitas das mulheres que aderiram foram antigas alunas - Madre Teresa vê uma bênção de Deus. Sem operações de marketing, o trabalho da consagrada albanesa ganhava visibilidade e as vocações para "Missionárias da Caridade" surgiam a bom ritmo.

De abrigo em abrigo, Teresa de Calcutá dava - mais do que donativos - lições de higiene e moral, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho. Não foi preciso muito tempo para que todos a conhecessem. Quando ela passava, crianças famintas e sujas, deficientes, enfermos de toda a espécie, gritavam por ela com os olhos inundados de esperança: Madre Teresa! Madre Teresa!

Luís Filipe Santos - AE

sábado, setembro 01, 2007

De enfermeiro a padre missionário

«Os jovens de hoje já não querem ser padres». Esta é uma das ideias feitas, que ouço volta e meia.
Temos falta de vocações consagradas não há dúvidas. Os filhos são poucos e os pais – mesmo às vezes muito religiosos – não vêem com bons olhos o ingresso dos filhos nos seminários ou nas congregações religiosas. Até porque querem ter assegurada a descendência. Por isso há muitos jovens que só se decidem entregar ao serviço de Deus e da Igreja quando tiram um curso. Sobretudo nas grandes cidades.
Os exemplos são muitos felizmente e hoje falo no do enfermeiro Daniel.

Daniel, de 23 anos, de Ermesinde, acaba de tirar o curso de enfermagem. Mas decidiu não ser só enfermeiro. Por isso vai entrar no Seminário. Quer ser padre missionário.
Podia ir, como é seu desejo, para um país de missão dar a sua colaboração às Missões como enfermeiro. Mas quer mais. «Não quero trabalhar 50 anos como enfermeiro. Quero fazer mais, ter a possibilidade de trabalhar com os jovens, em áreas diferentes da da saúde».
Aos amigos, a decisão "faz-lhes confusão". Acham engraçado, mas "não é normal um jovem da minha idade, acabar o curso de enfermagem, com um futuro promissor em mãos" e partir para o incerto.
Para ele, entregar a vida inteira "faz sentido". Até porque já fez a experiência missionária no grupo de Leigos Missionários da Consolata. Gostou mas achou que é pouco. Ele quer dar toda a sua vida às Missões, junto dos mais pobres.
Os amigos "não conseguem entender e eu não lhes consigo explicar". O Daniel sabe bem que os jovens de hoje "vivem a hora, buscam o prazer, o bem-estar e não o sacrifício". Mas assim dificilmente serão felizes. E ele quer ser feliz, contribuindo para a felicidade dos outros. Como o pai e a mãe que só são felizes se virem os filhos felizes. O amor é assim.
Daniel, com mais dois colegas nas mesmas circunstâncias, vai agora partir para a Itália. Onde os esperam quatro anos de estudo e formação.


Fonte: blog Veja para Crer

terça-feira, agosto 28, 2007

Santo Agostinho: a vida é uma contínua procura de Deus

Santo Agostinho destaca-se entre os Padres da Igreja como Santo Tomás de Aquino se destaca entre os teólogos da Escolástica. E como Santo Tomás se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu génio compreensivo, une o pensamento e a prática moral, reflectindo profundamente sobre o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.

Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. O seu pai, Patrício, era pagão, recebendo o baptismo pouco antes de morrer; a sua mãe, Santa Mónica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa, principalmente através de sua vida oração.
Ao ir para Cartago, para aperfeiçoar os seus estudos desviou-se moralmente. Caiu numa profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores consequências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.

Depois de maduro exame crítico, abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica. Chegou a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma inspiração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386.
Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e de alguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu os seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o baptismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloquência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade.

Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe, Santa Mónica, em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuíu o dinheiro pelos pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que aconteceu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.

sábado, agosto 25, 2007

Promessa cumprida

Hoje o Sr. Presidente da Junta do Baraçal cumpriu a promessa e entregou à Comissão da Fábrica da Igreja um cheque de 5.000 euros.

"O Cristianismo sociológico não é solução" - D. Manuel Felício

2 mil fiéis da Guarda em Fátima

Mais de dois mil diocesanos participaram, a 22 e 23 de Agosto, na Peregrinação Anual da Diocese da Guarda ao Santuário de Fátima.

Na noite de Quarta-feira, 22 de Agosto, os peregrinos participaram, no Centro Pastoral Paulo VI, na celebração penitencial, com confissão individual, e na vigília nocturna que se lhe seguiu.

Na homilia da Eucaristia de Quinta-feira, celebrada no Recinto de Oração e na qual participaram mais de cinco mil pessoas (incluindo o grupo da Diocese da Guarda), D. Manuel Felício disse: “Estamos em peregrinação para louvar a Deus através de Nossa Senhora e para aprender com Ela quem é Jesus e como viver até às últimas consequências a Sua Mensagem Evangélica. Viemos de muitos lugares, cada um com as suas preocupações, com as suas esperanças e também com as suas dificuldades. Nossa Senhora a todos acolhe e tem com certeza para cada um a resposta de que precisa”.

Esta peregrinação ao Santuário de Fátima, realizada sempre na penúltima semana de Agosto, marca o início do novo Ano Pastoral na Diocese da Guarda. “Estamos a iniciar um novo Ano Pastoral, pois cada Ano Pastoral, em sintonia com o ritmo de funcionamento das escolas, leva-nos geralmente de Setembro a Julho. Este novo Ano é mais uma oportunidade que Deus nos dá pessoalmente, nas nossas famílias e nas nossas comunidades, para progredirmos no processo da conversão, da renovação pessoal e comunitária, pela identificação com Cristo e pela fidelidade no Seu seguimento”, afirmou D. Manuel Felício.

Esta fidelidade a Cristo, explicou o Prelado, é o que pretende a iniciação cristã, enquanto meio através do qual “cada um de nós fica a conhecer as verdades fundamentais da Fé, experimenta o gosto de a celebrar sobretudo nos Sacramentos e em particular na Eucaristia do Domingo; descobre que a sua prática de vida, o seu comportamento, tem de estar de acordo com a vontade de Cristo”.

“Todos damos diariamente conta de que o Cristianismo sociológico não é solução, como nunca foi; a única solução é criar condições para que a Fé seja uma escolha pessoal e cada um".

Fonte: ecclesia

sábado, agosto 18, 2007

"Eu vim trazer o fogo à terra que quero eu senão que se ascenda".

Esta é uma frase que facilmente pode ser manipulada pelos homens.
Ninguém, porém, a utilize para justificar os incêndios, as guerras, os terramotos, as calamidades ou as desavenças familiares...

Com esta afirmação, Jesus apresenta-se como sinal de contradição no interior da sociedade e da nossa própria família. Ele pelo que é e pelo que ensina exige que as pessoas tomem posição. Uns optarão por Jesus e outros contra. E é por isso que Ele será fonte de divisão...


Jesus provoca divisões porque:
  • anuncia a Verdade, as muitos não querem perder as vantagens da mentira.

  • proclama o Amor que não agrada àqueles que cultivam o egoísmo

  • defende a Justiça o que não convem àqueles que conseguem subir na vida à custa das injustiças;
  • incentiva à Solidariedade e isso não agrada àqueles que não tem vergonha de se aproveitarem da miséria dos outros (não sejamos insensíveis às vitimas do terramoto do Peru);
  • proclama a Paz que não agrada àqueles que só podem dominar com a violência;

  • proclama o Espírito de Pobreza que não agrada àqueles que põem na riqueza toda a sua confiança.

A Palavra de Deus continua a ser incómoda porque ela continua a ser denuncia dos individuos, das instituições, das estruturas, dos estados e da própria Igreja.

OS VERDADEIROS PROFETAS DE HOJE NÃO TÊM A VIDA FACILITADA. São desprezados, humilhados, redicularizados e até torturados e martirizados... Porém, a Carta aos Hebreus deixa-nos palavras de Esperança: "Tudo venceremos pela força da fé".

quinta-feira, agosto 16, 2007

BODAS DE OURO: Cardeal Saraiva Martins voltou à terra natal

Cinquenta anos depois de ter sido ordenado sacerdote, Saraiva Martins foi homenageado na Guarda.
Dom José Saraiva Martins encontrou-se ontem na Guarda. A deslocação do Cardeal à cidade deveu-se a um convite do actual bispo da Diocese, Dom Manuel Felício, para assinalar os 50 anos de sacerdócio de Dom José Saraiva Martins.
A eucaristia de Acção de Graças foi o grande momento das comemorações. A celebração decorreu na Sé Catedral da Guarda.
Mas da agenda do Cardeal constavam outras actividades. ainda antes da celebração eucarística, o Cardeal deslocou-se à sua terra natal, Gagos de Jarmelo, para o descerramento de uma lápide comemorativa da data, em homenagem a Dom José Saraiva.
O Cardeal seguiu depois para o Outeiro de São Miguel, onde evocou Dom João de Oliveira Matos, junto do túmulo onde este se encontra sepultado.


Mais tarde, participou numa sessão solene que contou com as presenças do Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, a Governadora Civil do Distrito, Maria do Carmo Borges, o Bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, e, claro, de Dom José Saraiva Martins. A cerimónia decorreu no Paço da Cultura da Guarda.
Já pela noite, o centro Apostólico Dom João de Oliveira Matos, recebeu um jantar comemorativo dos 50 anos de Sacerdócio do Cardeal.


A última visita do Cardeal ao distrito da Guarda aconteceu já em 2001, poucos meses depois de ter recebido a nomeação de Cardeal, tendo então sido recebido em grande euforia. A data da visita coincidiu então com a Festa de São Marcos, na freguesia de Gagos.
Após 12 anos de ausência da terra que o viu nascer, Dom José Saraiva Martins, chegou pelas 11H30 da manhã e foi recebido com ruas decoradas com flores e canto gregoriano nas mesmas. Tudo preparado para receberem o filho da terra. A chegada fez-se com uma tremenda ovação. As cerca de duas mil pessoas que aguardavam a chegada do Cardeal, apressaram-se a dirigirem-se a ele para o cumprimentarem e receberm a sua benção.
O cardeal foi recebido com pompa e circunstância e na recepção formal, confessou ser muito agradável voltar à casa e à terra onde nasceu e cresceu. No livro de honra da junta de Freguesia deixou registada uma mensagem onde agradecia a Deus ter nascido em Gagos e desejou, ainda, votos de progesso humano e social a todos os habitantes daquela aldeia do interior de Portugal.
Apesar da visita de Dom José Saraiva Martins ter coincidido com as festas do padroeiro de Gagos, São Marcos foi relegado para segundo plano, não por falta de fé no santo, mas porque a visita era do filho pródigo da terra. “São Marcos que nos desculpe desta vez, mas hoje a festa é sua”. Disse então um primo do cardeal, Jorge Saraiva, no final de um almoço de homenagem. Aos conterrâneos do Cardeal empolgava-os a ideia de que este pudesse, eventualmente, ser nomeado Papa. Apesar da crença de Dom José Saraiva Martins, que João Paulo II ainda ía assumir funções por muitos anos, apenas se ter cumprido por mais 4 anos, o Cardeal não foi nomeado Papa. Facto que não diminuiu o carinho que a população de Gagos sente por ele. Uma das figuras mais influentes no Vaticano, o Cardeal José Saraiva Martins, preside desde 1988 à Congregação dos Santos.



Dom José Saraiva Martins foi o primeiro português a estar à frente de uma congregação da Cúria Romana. Mas foi a nomeação de Cardeal que provocou maior orgulho nas gentes da terra. Em 2001, ano em que foi nomeado, a visita dos jornalistas à pequena aldeia da guarda, tornou-se quase uma rotina para os habitantes de Gagos.
A casa onde morou o cardeal, na Rua das Hortas era o local mais concorrido. Saído da terra com apenas 11 anos, o Cardeal apenas conclui o ensino primário na pequena localidade da Beira. Quando saiu de Gagos para ingressar no seminário de Alpendurada, em Macedo de Cavaleiros, provavelmente os conterrâneos da aldeia não imaginavam que se tornasse uma figura tão importante no Vaticano. Mas os habitantes de Gagos não faltaram a um dos momentos mais importantes na vida de Dom josé Saraiva Martins. Em 2001, organizaram uma excursão a Roma para assistirem à cerimónia de entrega das vestes cardinalícias.
A última visita do Cardeal, em 2001, aconteceu passados 12 anos da visita antecente. Agora com um intervalo de tempo mais curto, de apenas 6 anos, o Filho Pródigo de Gagos à casa torna e mais uma vez, para ser recebido em ambiente de festa.
50 anos depois de ter sido ordenado sacerdote, Dom José Saraiva Martins, recebe na sua terra natal, mais uma homenagem. A próxima gostavam os habitantes de Gagos que fosse pela nomeação de Papa do mais ilustre filho da terra.

terça-feira, agosto 14, 2007

E a generosidade continua...

300 Euros --- Alice Poeta;
200 Euros --- Mário Nascimento Pina;
100 Euros --- António Cardoso Cabral;
75 Euros --- Eduarda Simão;
70 Euros --- Fernanda Pais;
50 Euros --- Bernardino Lopes; Cristina Carrolo; Fernanda da Cruz Luis; Prazeres Bernardo; Rosa Mendes;
40 Euros --- Alberto Carrolo;
30 Euros --- Manuel Fernandes; Rosa Simão Diego;
26 Euros --- Albertina dos Santos;
20 Euros --- António José Cadete Dias; António Purificação; Carla Lourenço Costa Fernandes; Carlos Alberto Henriques Pereira; Francisco Mendes;
15 Euros --- Paulo Jorge Cadete Dias;
10 Euros --- Anónimo;
5 Euros --- Lurdes Carrolo

OBRIGADO a todos.